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Perda da libido após a gravidez

CONFISSOES-DE-MAE

Olá, mamães!

O assunto que quero abordar hoje é bastante íntimo para ser discutido abertamente, mas quando aceitei o convite de escrever na coluna foi com a intenção de falar sobre tudo o que passamos como mães – as coisas boas e as ruins também! Acho importante essa liberdade e honestidade, para que quem estiver passando pelas mesmas coisas possa se identificar e saber que há o lado bom e o ruim, que nem tudo é perfeito na maternidade… mas é normal!

Bom, hoje, vou falar sobre uma coisa “ruim” que aconteceu comigo: a perda da libido depois da gravidez. Depois que a minha filha nasceu não é que a minha libido tenha ficado baixa, ela ficou negativa mesmo!

Os médicos recomendam a quarentana após o parto, né? Eu diria que no meu caso foi uma “semestrena”! Porque não é só o útero que teve que se recuperar, foi a minha cabeça, o meu corpo, a minha auto-estima… tinha muita coisa em jogo para que eu voltasse a ter uma vida sexual ativa com meu marido novamente.

Para as mães de primeira viagem, o nascimento do filho traz mudanças muito impactantes. De repente, existe um serzinho que vira totalmente o centro das nossas atenções. De repente, temos alguns quilos (e estrias, no meu caso) que não reconhecemos como nossas. De repente, os hormônios estão completamente alterados. De repente, não somos exatamente como éramos antes…

Com o nascimento do meu tão aguardado bebezinho, o que preenchia o meu coração era estar com a minha filha no meu colo, sentido a sua respiraçãozinha e o seu cheirinho gostoso! Esse era o paraíso para mim! Não precisava de mais nada! Aliás, o mundo poderia estar caindo, que se ela estivesse nos meus braços, tudo estaria bem!

Inevitavelmente (ou instintivamente ou hormonalmente, não sei qual seria a palavra certa aqui), meu marido acabou ficando, de certo modo, em segundo plano. Só de imaginar alguma segunda intenção dele para cima de mim, me dava quase calafrios. E é estranho porque não por falta de amor! Sentia um amor enorme ao ver o meu marido cuidando da nossa filha! Eu simplesmente não sentia mais desejo – e também não sentia a menor falta (de fazer sexo).

E aí, sentia uma culpa enorme, porque sabia que o meu marido estava carente, sabia que as coisas entre nós precisavam voltar ao normal em nome do nosso casamento, do nosso amor… mas não conseguia sentir desejo!

Só consegui voltar a pensar em mim como um ser sexualmente ativo depois de uns 5 meses. Mas não foi uma coisa natural, não acordei um belo dia e percebi que minha libido tinha voltado. Foi o resultado de um esforço da minha parte e muita compreensão da parte do meu marido! Tomei algumas medidas:

Nr. 1 – Fui conversar com a minha ginecologista. Ela disse que, se eu quisesse, poderia me receitar medicamentos para ajudar nessa questão. Como não gosto de remédios, ela sugeriu que eu tentasse então acupuntura para reequilibrar meu organismo – e foi o que fiz. Além das sessões de acupuntura, passei a tomar chás terapêuticos diariamente, receitados pelo médico acupunturista.

Nr. 2 – Comecei a fazer ginástica com uma personal trainer, para recuperar meu corpo “original”. Os resultados não são imediatos, mas acho que o exercício ajuda de diversas maneiras. Pelas substâncias que o exercício físico libera no cérebro, por ser um tempo de se cuidar, só seu, por ver aos poucos os resultados… enfim, me fez muito bem! E a ajuda da personal trainer foi fundamental, porque ela me puxava, não me dava espaço para “cabular” a ginástica! Fora que ela era uma pessoa divertida, então era um incentivo a mais para encarar exercícios que considero muito chatos!

Nr. 3 – Desde o fim da gravidez até meses após o nascimento, só estava usando roupas “confortáveis” (até porque eram as que me serviam). A medida que fui perdendo peso, comecei a deixar as roupas de malha de lado e me forcei a usar roupas mais justas, lingeries mais bonitas e salto (o que nem é tanto o meu estilo), porque queria ter mais momentos em que parecia e me sentia “desejável”.

Nr. 4 – Comecei a deixar minha filha na casa da minha mãe às sextas à noite, para que pudéssemos sair para jantar a dois. Era importante criar mais momentos só do casal, porque no dia-a-dia tudo estava girando em torno do nosso baby. Ajudou bastante, porque quando voltávamos para casa, continuávamos tendo um momento só nosso. Claro que eu dava umas ligadinhas para a minha mãe, para saber se estava tudo bem… quanto à vovó coruja, estava amando as sextas-feiras como nunca!

No fim, acho que tudo ajudou. Mas preciso reconhecer também que meu marido foi muito bacana de ter respeitado meu tempo!

Na segunda gravidez, já estava mais “descolada”, mas mesmo assim tive meu período de resguardo. O bom é que já sabia que isso passava e que o casamento não estava correndo risco.

Malu é mãe de um casal de “anjinhos sapecas”: uma menina de 4 anos e um menino de 2. Como muitas outras mães, tem que se desdobrar em mil para cuidar do trabalho, da casa, do marido e dos filhos. Aqui, ela divide suas experiências e descobertas do mundo da maternidade – sempre com honestidade e bom-humor, mas sem se levar tão a sério.

8 Comentários

  1. Luciana 8 de outubro de 2014

    Tão bom ler isso!!! Estou passando exatamente por esta situação e me sinto muito culpada por me sentir assim! Minha filha nasceu há quase 6 meses e ainda tenho muitas dificuldades quando o assunto é sexo. Meu marido é muito compreensivo, assim como você disse que é o seu, mas me sinto em dívida com ele.
    Saber que outras mulheres sentem o mesmo já me tranquiliza e me estimula ainda mais a procurar ajuda! Obrigada!

    • Malu 10 de outubro de 2014

      Luciana,

      Sei bem como é esse sentimento de culpa!

      Muitas mulheres passam por isso. Nossos hormônios ficam desequilibrados, são muitas mudanças.

      Vale a pena procurar ajuda sim! Não deixe de conversar com o seu ginecologista!

      Bjs,

      Malu.

  2. Cristiane 9 de outubro de 2014

    Também estou passando por isso, mais no meu caso ainda não tenho filho. Gostaria de saber qual chá vc tomou?

    • Malu 10 de outubro de 2014

      Oi Cristiane.

      Os chás foram receitados pelo médico acupunturista, segundo os preceitos da medicina oriental.

      Você já procurou seu médico para conversar a respeito?

      Bjs,

      Malu

  3. Thalita 10 de outubro de 2014

    Legal saber disso… Descreveu exatamente como me sinto. No meu caso, estou um pouco mais atrasada, pois meu bebê já está com 7 meses. Acho que a volta a ginecologista será fundamental, pois uma ajuda medica me “levantará”.
    Trabalho o dia todo e fico com me bebe nos momentos que estou em casa, quando ele adormece, minha vontade é de tomar um banho, comer e deitar na cama… Tenho que refazer meu horário para poder ter tempo para mim. A idéia da acumpultura me pareceu bem relaxante e legal! Obrigada!

    • Malu 10 de outubro de 2014

      Oi Thalita.

      O fator ‘cansaço’ do dia-a-dia também conta bastante! As mães que trabalham, como você e eu, encaram rotinas dobradas e não é fácil. Eu tive a sorte de conseguir me organizar de uma maneira flexível no primeiro ano da minha filha, mas mesmo assim não foi fácil.

      Eu gostei muito da acupuntura. Eram uns 20 ou 30 minutos em que ficava deitada, calada, quase meditando, enquanto as agulhinhas faziam sua mágica. Mas acho que os exercícios também foram importantes. Eu fiz em casa mesmo, exercícios funcionais, porque se tivesse que ir até uma academia, não ia conseguir me organizar.

      Bjs,

      Malu

  4. Rose 11 de outubro de 2014

    Também passei por isso, mas na 1ª gravidez quase não conseguimos esperar acabar a quarentena, já na 2ª gravidez para 2 meses de resguardo e na terceira intermináveis 8 meses… Mas minha auto-estima ainda não voltou, mas estou em fase de me redoscobrir e voltar a fazer td para recupera-la.

  5. Ana 11 de outubro de 2014

    De grande ajuda! Além de me deixar mais tranquila, por saber que mais mulheres passam por isso, o principal foi compartilhar a solução!

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