Casamentos Casa & Decor 15 anos

Navegue como ou

Volta às aulas: distúrbios de aprendizagem

Com o retorno das crianças às aulas, voltam também as preocupações dos pais em torno do desempenho escolar de seus filhos. É natural que alguns alunos tenham mais facilidade do que outros, mas quando a dificuldade de um aluno deve ser considerada fora do normal?

disturbios-aprendizagem-criancas

Para identificar as causas do problema, é essencial realizar uma avaliação neuropsicológica o quanto antes. Isso porque, segundo a Dra. Silvana Frizzo, neuropediatra do Hospital e Maternidade São Luiz, “o baixo rendimento escolar pode ser sinal de uma série de distúrbios de aprendizagem, entre eles Dislexia e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou sem Hiperatividade (TDA)”.

A especialista explica que a dislexia é, basicamente, uma questão de linguagem. Trata-se de um transtorno mais notado na escrita e na leitura, e por isso mais evidente na fase de alfabetização. A criança pode ter boas notas em matérias exatas, como matemática, mas não consegue compreender a sequência do que é falado ou estabelecer conexões entre uma frase e outra. “Não há medicação para dislexia, a solução é a adaptação curricular – a criança deve ter mais tempo para fazer prova e precisa sentar na frente, por exemplo. A escola precisa estar muito envolvida com o desenvolvimento desse aluno”, destaca.

Já o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou sem Hiperatividade (TDA) é uma questão comportamental. A criança não consegue focar em nenhuma atividade, mesmo naquelas em que sente prazer, ou não consegue parar quieta (quando há quadro de hiperatividade). Diferente da dislexia, em que as dificuldades se acentuam apenas na escola, nesses casos o comportamento se repete em qualquer situação, inclusive em casa. Por isso, o diagnóstico desse tipo de distúrbio costuma ser realizado mais cedo, muitas vezes descobrindo-se a necessidade de medicação.

Ao perceber esses sintomas, os pais devem realizar uma avaliação neuropsicológica, feita por um psicólogo, e depois encaminhar seu filho a um neurologista, que decide se é o caso de indicar medicamentos. Diferente do que muitos pensam, os remédios não causam vício, o que pode ser comprovado pelas pausas no tratamento aos domingos e nas férias escolares. Há, porém, a possibilidade de alguns efeitos colaterais, como perda de apetite, palpitação, alteração na pressão arterial e dor de cabeça. O medicamento pode, ainda, afetar a curva de crescimento, isso apenas quando a criança é medicada desde muito cedo (período entre cinco e dez anos de idade, em média).

Importante ressaltar que tais distúrbios não têm relação alguma com a inteligência da criança, que pode ter o QI até mais elevado do que o normal. As causas, na maioria das vezes, são de origem genética. “Os mesmos sintomas são encontrados em parentes de primeiro grau, por isso é comum também fazermos o diagnóstico dos pais na hora da consulta”, conta a neuropediatra.

Educação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *