Casamentos Casa & Decor 15 anos

Nutrição em família

Exibindo página 4 de 649

Navegue como ou

Alimentos orgânicos são mais saudáveis?

Uma dúvida muito comum quando estamos fazendo compras é se realmente vale a pena investir em alimentos orgânicos. Mas antes de fazermos a escolha, precisamos entender melhor o assunto, certo? Afinal, o que são os alimentos orgânicos? Uma das minhas recordações de infância era de ouvir minha mãe falando que algumas frutas eram sazonais e que não tinha como comprá-las em determinada época do ano. Por isso, eu esperava pelo fim do inverno para poder me deliciar com morangos ou uvas, por exemplo. Atualmente, temos acesso a quase que todas as frutas durante o ano todo. Mágica? Não. Isso faz parte de uma cadeia não muito saudável, onde o homem, para atender à necessidade alimentar da população mundial, passou a processar alimentos excessivamente, acelerando a produção de frutas, verduras e carnes por meios não muito adequados. Na contramão desses alimentos cultivados de forma convencional estão os alimentos orgânicos, que não só representam mais sabor e saúde, mas também uma completa revolução sustentável. São considerados alimentos orgânicos todos aqueles que utilizam, em todos os seus processos de produção, técnicas que respeitam o meio ambiente e visam a qualidade do alimento. Desta forma, não são usados agrotóxicos, adubos químicos sintéticos, sementes transgênicas e drogas veterinárias. Já os itens processados não recebem aditivos químicos nem irradiação. Do ponto de vista nutricional, estudos recentes revelam que não há diferenças significativas na concentração de vitaminas e afins entre os alimentos orgânicos e não orgânicos. No entanto, a qualidade do alimento vai além da quantidade de substâncias presentes nele.  Os alimentos orgânicos, além de serem...
Leia mais

Como resistir a tanto chocolate?

Existe coisa mais tentadora e mais deliciosa que chocolate, principalmente na Páscoa? Há duas semanas, ouço queixas dos meus pacientes de quão grande será o desafio de se controlarem com tanta oferta de chocolate nessa época do ano. Para as mães, não há como resistir àquelas carinhas morrendo de vontade de comer ovo de Páscoa. Mas tenha bom senso, o chocolate é um alimento bem calórico (100 g de chocolate ao leite fornece em média 517 calorias) e pode ainda prejudicar o apetite do seu filho – ainda mais na fase inicial da introdução de alimentos sólidos, entre 6 meses e 1 ano. O ideal é que uma criança só experimente chocolate a partir de 2 anos e, ainda assim, em pequenas quantidades. Rico em gordura e, em geral, com leite e açúcar na sua composição, o chocolate poderá provocar diarreia e até obesidade se for consumido em excesso. É preciso ficar de olho ainda em possíveis reações, já que algumas crianças podem ser alérgicas a algum dos ingredientes da fórmula como leite, amendoim ou castanha. Na dúvida, dê um pedacinho inicial junto com alimentos que já fazem parte da dieta do seu filho. Além disso, o chocolate contém substâncias estimulantes e com poder viciante, tais como a cafeína e teobromina. Ou seja, se o seu bebê provou um dia chocolate, nunca mais deixará de pedir. O lado bom e bem conhecido de todos nós é que o chocolate, depois de ser metabolizado, causa uma sensação gostosa de bem- estar, devido à liberação de neurotransmissores, como a endorfina e...
Leia mais

Ovo: de vilão a super-herói

Ao escrever esse artigo, lembrei-me da minha infância, na qual o ovo quente estava presente todos os dias no meu café da manhã. Como num passe de mágica e para a minha tristeza, de um dia para o outro, minha iguaria matutina sumiu da minha alimentação. Da sua também? Excluído da dieta e tido como vilão nas últimas décadas, o ovo não apenas foi finalmente absolvido, como hoje é tido como um super alimento.  A má fama do nosso super herói parecia ter um bom motivo. Afinal, a gema de ovo era encarada como uma “bomba de colesterol” e, dessa forma, era capaz de elevar os níveis de colesterol sanguíneo humano. Mas, graças a novos estudos científicos realizados nos últimos anos, esse mal entendido foi esclarecido. A absolvição aconteceu quando cientistas descobriram na gema do ovo uma substância chamada lecitina (um fosfolipídeo). Trata-se de um emulsificante natural de gordura, que interfere na absorção do colesterol e impede a captação do mesmo pelo intestino. É como se ovo, sabendo ser rico em colesterol, proporcionasse um antídoto natural para que não houvesse um aumento em seus níveis. Famoso por ser uma excelente fonte proteíca, o ovo ainda é rico em vitamina B12, selênio, colina, vitamina D e antioxidantes. Outro ponto positivo é que a proteína contida na clara do ovo oferece mais ajuda no aumento da massa muscular do que as proteínas contidas em outros alimentos, devido às altas concentrações de um aminoácido chamado leucina. Além disso, constatou-se também que a proteína do ovo é capaz de manter a saciedade por...
Leia mais

1,2…Feijão com Arroz!

Desde pequenos ouvimos nossas mães e avós dizerem para comermos arroz e feijão para que possamos crescer.  Mas será que elas tinham razão? Com certeza, sim. Como num casamento perfeito, a união arroz com feijão, mais do que uma saborosa parceria, assegura uma invejável combinação de nutrientes. O que falta em um, o outro fornece e, assim, se completam. O grão de arroz contém metionina e o feijão, lisina. Esses nomes bem esquisitos nada mais são do que pedacinhos de proteínas ou, na linguagem técnica, aminoácidos. Quando se unem, são muito mais eficientes na reparação de tecidos no organismo. A fantástica união também equilibra o índice glicêmico - enquanto o arroz sozinho, principalmente o polido, pode aumentar as taxas de açúcar no sangue. O feijão tem o poder de frear esse efeito e manter os níveis de glicose estabilizados. A mistura em quantidades adequadas se torna, assim, uma boa aliada na diminuição do risco de diabetes. Por todos esses benefícios, a presença do arroz com feijão na alimentação infantil se torna imprescindível na alimentação diária dos pequenos, a partir da liberação dietética do pediatra. A única coisa que gostaria de alertar é para a quantidade de arroz e feijão no prato. A dica é sempre colocar mais feijão no prato do que arroz. Além disso, escolher a versão do arroz integral para incrementar a quantidade de vitaminas do complexo B é uma boa opção. Quanto ao feijão, não existe regras, fica a gosto da criança. Preto ou branco, carioquinha, fradinho, maravilha ou de corda, todos casam bem com arroz!...
Leia mais

Doçura na medida certa: açúcar ou adoçante?

Desde que o açúcar (sacarose, proveniente da cana-de-açúcar ou beterraba) assumiu o papel de vilão na alimentação, uma das maiores dúvidas de pais e mães é a de como adoçar os alimentos na dieta das crianças - principalmente se elas estiverem acima do peso. Açúcar ou adoçante: eis a questão.  A resposta correta seria nenhum dos dois. O ideal seria habituar as crianças a ingerir apenas o açúcar natural dos alimentos, como a frutose encontrada nas frutas. Estimular as mesmas a conhecer o sabor dos alimentos e de líquidos sem adição de açúcar ou adoçantes como frutas, leites, sucos e chás, seria a atitude mais correta. Porém, sabemos bem que o ideal está bem distante do real... e, na prática, é inevitável que as crianças consumam alimentos adocicados. Como o excesso de peso adquirido na infância é um fator preponderante para a obesidade na vida adulta, a questão que vem à tona é como combater os excessos. Para tanto, o melhor é entendermos melhor as duas opções, o açúcar e o adoçante. Açúcar: quando usar e qual usar? Recomendo o uso moderado de açúcar para as crianças que estão no peso ideal ou com baixo peso para sua idade. A matéria-prima do nosso açúcar, você sabe, é a cana-de-açúcar. Para facilitar a escolha do melhor açúcar, a regra básica é: quanto mais escuro for o açúcar, mais vitaminas e sais minerais ele terá, e mais perto do estado bruto ele estará. A cor branca significa que o açúcar recebeu aditivos químicos no último processo da fabricação, o refinamento. Sendo...
Leia mais

Cálcio muito além do leite!

É certo que o cálcio é fundamental para a formação e manutenção dos ossos, mas é importante lembrar que ele sozinho não vai adiantar. Para que ele se direcione ao lugar certo, ele precisa de outros minerais como magnésio, boro, silício e também da Vitamina D. A Vitamina D está mais presente nos peixes gordurosos como salmão, sardinha, atum, ovos e nos óleos. Além da fonte alimentar, a Vitamina D é sintetizada pelo sol, portanto, é extremamente importante a exposição por pelo menos 10 minutos sem protetor. Procure um horário em que o sol não esteja tão agressivo - pela manhã é o ideal. A falta de Vitamina D pode gerar uma osteoporose, má formação óssea, cáries, além de depressão e maior risco para câncer. E essas doenças podem se desenvolver em qualquer fase da vida, mesmo na infância. Portanto, mamães, vamos caprichar na Vitamina D dos nossos pequenos. Importante ressaltar para as lactantes que o leite materno é rico em Vitamina D. Voltando para o cálcio... ele não serve somente para os nossos ossos. É muito utilizado no nosso organismo, ajuda a transportar nutrientes através das membranas celulares, e participa da produção de hormônios e enzimas que irão ajudar a regular nosso metabolismo essencial para contração muscular. O leite e seus derivados são ricos em cálcio, mas, para quem não pode consumir esse grupo de alimentos, não há o que se preocupar, pois eles não são a nossa única fonte. Podemos encontrar cálcio em verduras e legumes verdes escuros como agrião, mostarda, espinafre, couve, brócolis e também no...
Leia mais

Agrotóxicos, cuidado com eles

Em 2001, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criou o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) com o objetivo de estruturar um serviço para avaliar a qualidade dos alimentos e implementar ações para o controle de resíduos de agrotóxicos. Desde então, anualmente a Anvisa libera a lista dos alimentos que mais apresentam resíduos de agrotóxicos e os classifica da seguinte maneira: • Agrotóxicos não autorizados (NA) para as culturas monitoradas; • Agrotóxicos autorizados para determinada cultura; • Resíduo encontrado acima do limite máximo permitido (LMR); Segundo a lista divulgada em dezembro pela Anvisa (disponível na íntegra aqui), 92% das amostras de pimentão foram consideradas insatisfatórias com relação à quantidade (limite máximo permitido) e ao tipo de agrotóxico utilizado (não autorizado para a cultura). Mas por que tanto alarde em relação a agrotóxicos? Por que a recomendação cada vez mais recorrente em se consumir preferencialmente alimentos orgânicos? Inúmeras são as evidências dos malefícios dos agrotóxicos como abortamento, distúrbios cognitivos, de comportamento, morte, manifestações de neoplasias, tumores, distúrbios endócrinos. E muitas vezes os médicos não associam essas evidências com a exposição aos agrotóxicos, não registram isso, não informam e os sistemas de informação não incentivam e não capacitam os profissionais. Então, há todo um sistema de ocultamento de risco. A preocupação maior, principalmente por parte dos endocrinologistas, é com relação aos efeitos nos fetos e nas crianças. Vários estudos estão evidenciando efeitos dos pesticidas na embriogênese. Em 2010, um artigo publicado na revista Pediatrics sobre a relação de pesticidas e distúrbios de comportamento descobriu uma ligação...
Leia mais

Diminua as toxinas!

Diminua já o contato com toxinas ambientais no seu dia-a-dia. Já conversamos aqui sobre embalagens plásticas e seus prejuízos à saúde, portanto, evite o uso de embalagens de plástico na cozinha quando possível, pois estas exigem muita energia para a sua produção. Há risco de migração de substâncias tóxicas para os alimentos, acredite! Prefira as embalagens de vidro, pois, além de serem mais ecológicas, diminuem o contato do organismo com as toxinas ambientais. Substitua os recipientes de plástico por aqueles de aço inoxidável, para que você possa reutilizar várias vezes. Ao invés de usar recipientes de plástico para aquecimento de alimentos ou mesmo para armazenar alimentos quentes, use versões de cerâmica ou de vidro. Interessante também substituir embalagens plásticas para pães por embalagens de papel marrom, feitas especialmente para reduzir o uso do plástico na cozinha. Além da seleção de alimentos saudáveis, é muito importante a forma de preparo dos alimentos, portanto, a escolha da panela pode fazer a diferença na sua alimentação e na do seu pequeno. A panela de ferro fundido é uma aliada da saúde. Em vez de utilizar panelas de teflon ou potes plásticos revestidos, invista em um conjunto de aço inoxidável ou panelas de ferro fundido. As panelas de ferro fundido são conhecidas por sua durabilidade e aquecimento. Ao contrário dos metais que podem descamar, a panela de ferro é considerada um aditivo para os alimentos e não é prejudicial. Em contrapartida, as panelas de alumínio podem ser uma ameaça à sua saúde: o aço inoxidável ou as panelas de cerâmica são mais duradouras,...
Leia mais

Televisão, a vilã da nutrição em família

Você acompanha todas as refeições do seu filho? Hoje, com a correria do dia-a-dia, as crianças comem onde querem e quando querem. Muitas vezes as crianças se alimentam assistindo televisão ou em frente ao computador, o que pode gerar diversas conseqüências, como por exemplo obesidade e compulsão, pois a criança não presta atenção no que está comendo nem na quantidade. Estudos que indicam que a criança que realiza quatro refeições em família por semana tem menores índices de consumo de droga na adolescência, obesidade, problemas de comportamento (agressividade, por exemplo) e depressão. Ou seja, tomar café da manhã, almoçar ou jantar com seu filho quatro vezes por semana o protege. A refeição tem que ser feita na mesa e sem TV ligada. Quando a criança (de qualquer idade) come em frente a TV, perde a sensibilidade em relação a saciedade, "o quanto já está bom de comer", "qual o momento de parar". Será que você ou seu pequeno, ao comer em frente à TV, não se surpreenderam observando que o alimento havia acabado e vocês mal perceberam? Importante lembrar que a hora da refeição não é hora de brigar, de cobrar nota, de castigo nem de forçar a comer. A criança tem que associar aquele momento com um momento prazeroso. A partir de 1 ano já pode acompanhar as refeições com pais, assim, o hábito é criado desde pequeno. Não se esqueça de dar o bom exemplo para o seu filho, ou seja, é preciso que os pais se alimentem de maneira saudável e rica em saladas, verduras e...
Leia mais

Alimentação antes do esporte

Nós sabemos que a prática de atividade física é importante para a nossa saúde, se exercitada desde a infância. No caso da criança, ela irá protegê-la do sobrepeso e obesidade e, também, das doenças cardiovasculares. Isso além de atuar em outros fatores como a integração social, o bem estar psicológico, melhora da ansiedade e desenvolvimento de autoestima e confiança. Se você já sabe de tudo isso e seu filho está fazendo alguma atividade física, ótimo. Mas é preciso ter cuidado também com sua alimentação. Que tal seguir as nossas dicas? · Nunca deixe seu filho praticar atividade física em jejum; isso pode ocasionar em mal estar, queda da glicemia e diminuição do desempenho; · Antes da atividade, o ideal é fornecer um café da manhã ou lanche da tarde com fruta ou sucos, pão integral com queijo branco e esperar uma hora e meia para a digestão. Caso não tenha tempo de aguardar, forneça somente a fruta, para que não fique muito pesado durante a atividade; · É importante manter uma boa hidratação durante o dia e durante a atividade física; · A necessidade de comer ou tomar algum tipo de suplemento durante a atividade é só para atividades que vão durar mais do que uma hora, caso contrário, só a hidratação já é suficiente; · Evite antes das atividades alimentos ricos em gorduras ou açúcares, pois prejudicam a performance e acarretam em mal estar; · O uso de suplementos pode ser indicado, dependendo da intensidade e da modalidade praticada. Mas lembre-se de sempre buscar a orientação de um...
Leia mais