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Nutrição em família

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Agrotóxicos, cuidado com eles

Em 2001, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criou o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) com o objetivo de estruturar um serviço para avaliar a qualidade dos alimentos e implementar ações para o controle de resíduos de agrotóxicos. Desde então, anualmente a Anvisa libera a lista dos alimentos que mais apresentam resíduos de agrotóxicos e os classifica da seguinte maneira: • Agrotóxicos não autorizados (NA) para as culturas monitoradas; • Agrotóxicos autorizados para determinada cultura; • Resíduo encontrado acima do limite máximo permitido (LMR); Segundo a lista divulgada em dezembro pela Anvisa (disponível na íntegra aqui), 92% das amostras de pimentão foram consideradas insatisfatórias com relação à quantidade (limite máximo permitido) e ao tipo de agrotóxico utilizado (não autorizado para a cultura). Mas por que tanto alarde em relação a agrotóxicos? Por que a recomendação cada vez mais recorrente em se consumir preferencialmente alimentos orgânicos? Inúmeras são as evidências dos malefícios dos agrotóxicos como abortamento, distúrbios cognitivos, de comportamento, morte, manifestações de neoplasias, tumores, distúrbios endócrinos. E muitas vezes os médicos não associam essas evidências com a exposição aos agrotóxicos, não registram isso, não informam e os sistemas de informação não incentivam e não capacitam os profissionais. Então, há todo um sistema de ocultamento de risco. A preocupação maior, principalmente por parte dos endocrinologistas, é com relação aos efeitos nos fetos e nas crianças. Vários estudos estão evidenciando efeitos dos pesticidas na embriogênese. Em 2010, um artigo publicado na revista Pediatrics sobre a relação de pesticidas e distúrbios de comportamento descobriu uma ligação...
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Diminua as toxinas!

Diminua já o contato com toxinas ambientais no seu dia-a-dia. Já conversamos aqui sobre embalagens plásticas e seus prejuízos à saúde, portanto, evite o uso de embalagens de plástico na cozinha quando possível, pois estas exigem muita energia para a sua produção. Há risco de migração de substâncias tóxicas para os alimentos, acredite! Prefira as embalagens de vidro, pois, além de serem mais ecológicas, diminuem o contato do organismo com as toxinas ambientais. Substitua os recipientes de plástico por aqueles de aço inoxidável, para que você possa reutilizar várias vezes. Ao invés de usar recipientes de plástico para aquecimento de alimentos ou mesmo para armazenar alimentos quentes, use versões de cerâmica ou de vidro. Interessante também substituir embalagens plásticas para pães por embalagens de papel marrom, feitas especialmente para reduzir o uso do plástico na cozinha. Além da seleção de alimentos saudáveis, é muito importante a forma de preparo dos alimentos, portanto, a escolha da panela pode fazer a diferença na sua alimentação e na do seu pequeno. A panela de ferro fundido é uma aliada da saúde. Em vez de utilizar panelas de teflon ou potes plásticos revestidos, invista em um conjunto de aço inoxidável ou panelas de ferro fundido. As panelas de ferro fundido são conhecidas por sua durabilidade e aquecimento. Ao contrário dos metais que podem descamar, a panela de ferro é considerada um aditivo para os alimentos e não é prejudicial. Em contrapartida, as panelas de alumínio podem ser uma ameaça à sua saúde: o aço inoxidável ou as panelas de cerâmica são mais duradouras,...
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Televisão, a vilã da nutrição em família

Você acompanha todas as refeições do seu filho? Hoje, com a correria do dia-a-dia, as crianças comem onde querem e quando querem. Muitas vezes as crianças se alimentam assistindo televisão ou em frente ao computador, o que pode gerar diversas conseqüências, como por exemplo obesidade e compulsão, pois a criança não presta atenção no que está comendo nem na quantidade. Estudos que indicam que a criança que realiza quatro refeições em família por semana tem menores índices de consumo de droga na adolescência, obesidade, problemas de comportamento (agressividade, por exemplo) e depressão. Ou seja, tomar café da manhã, almoçar ou jantar com seu filho quatro vezes por semana o protege. A refeição tem que ser feita na mesa e sem TV ligada. Quando a criança (de qualquer idade) come em frente a TV, perde a sensibilidade em relação a saciedade, "o quanto já está bom de comer", "qual o momento de parar". Será que você ou seu pequeno, ao comer em frente à TV, não se surpreenderam observando que o alimento havia acabado e vocês mal perceberam? Importante lembrar que a hora da refeição não é hora de brigar, de cobrar nota, de castigo nem de forçar a comer. A criança tem que associar aquele momento com um momento prazeroso. A partir de 1 ano já pode acompanhar as refeições com pais, assim, o hábito é criado desde pequeno. Não se esqueça de dar o bom exemplo para o seu filho, ou seja, é preciso que os pais se alimentem de maneira saudável e rica em saladas, verduras e...
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Alimentação antes do esporte

Nós sabemos que a prática de atividade física é importante para a nossa saúde, se exercitada desde a infância. No caso da criança, ela irá protegê-la do sobrepeso e obesidade e, também, das doenças cardiovasculares. Isso além de atuar em outros fatores como a integração social, o bem estar psicológico, melhora da ansiedade e desenvolvimento de autoestima e confiança. Se você já sabe de tudo isso e seu filho está fazendo alguma atividade física, ótimo. Mas é preciso ter cuidado também com sua alimentação. Que tal seguir as nossas dicas? · Nunca deixe seu filho praticar atividade física em jejum; isso pode ocasionar em mal estar, queda da glicemia e diminuição do desempenho; · Antes da atividade, o ideal é fornecer um café da manhã ou lanche da tarde com fruta ou sucos, pão integral com queijo branco e esperar uma hora e meia para a digestão. Caso não tenha tempo de aguardar, forneça somente a fruta, para que não fique muito pesado durante a atividade; · É importante manter uma boa hidratação durante o dia e durante a atividade física; · A necessidade de comer ou tomar algum tipo de suplemento durante a atividade é só para atividades que vão durar mais do que uma hora, caso contrário, só a hidratação já é suficiente; · Evite antes das atividades alimentos ricos em gorduras ou açúcares, pois prejudicam a performance e acarretam em mal estar; · O uso de suplementos pode ser indicado, dependendo da intensidade e da modalidade praticada. Mas lembre-se de sempre buscar a orientação de um...
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Colesterol infantil, um mal invisível

Tenho atendido cada vez mais crianças com o colesterol alto, normalmente acompanhado de sobrepeso, em meu consultório. De fato, essa característica está ligada à alimentação. O hábito alimentar dos pequenos é adquirido em casa, por isso, vocês, papais ou mamães, devem dar o exemplo de uma alimentação saudável. Preparei algumas dicas para evitar que seu filho chegue a essa situação: 1- Diminua a ingestão de alimentos industrializados, como por exemplo: bolachas, sucrilhos, biscoitos, sorvetes, bolos e afins. Evite ainda os alimentos pré-prontos que, muitas vezes, acabam substituindo o jantar, como macarrão instantâneo ou frangos pré-fritos. 2 - Aumente o consumo de verduras, legumes e frutas. 3 - Troque o pão e bolachas brancos por integrais. 4 - Escolha produtos desnatados, como iogurte e leite. Escolha queijos magros como queijo branco, ricota ou cottage. 5 - Retire da alimentação manteiga ou margarina. 6 - Evite preparações fritas. 7- Opte por carnes magras como filé mignon, fraldinha, alcatra, lagarto ou patinho. Retire sempre a pele do frango antes de cozinhar e aumente o consumo de peixes. 8 - Evite embutidos como presunto, salame e salsicha. 9 - Adicione gorduras saudáveis como azeite, abacate e castanhas à alimentação. Essas gorduras ajudam a diminuir o colesterol. 10 - Inclua diariamente, caso a criança não seja alérgica, uma colher de sopa de aveia no cardápio. Com pequenas mudanças conseguimos melhorar o perfil do colesterol de seu filho. Vamos tentar ? Ele merece! Boa sorte. Até a próxima! Drª Karina Al Assal é nutricionista graduada pelo Centro Universitário São Camilo, especialista em nutrição clínica pelo...
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4 dicas de alimentação para uma gestação tranqüila

Futura mamãe, seguem aqui algumas dicas para você levar uma gestação leve e feliz. E lembre-se: a alimentação é muito importante para você e seu bebê! - Não fique muitas horas sem comer. Por quê? Quando ficamos muito tempo sem comer, podem piorar as náuseas, pois o estômago vazio libera ácidos que pioram a sensação de enjôo, além de propiciar uma hipoglicemia (queda da glicose no sangue). Isso acarreta ainda mais mal-estar, além de prejudicar o seu bebê. O ideal é que você coma de 3 em 3 horas. - Cuidado com a dose de cafeína ingerida. A cafeína que a mãe consome aumenta a freqüência cardíaca e o metabolismo, o que vai refletir no bebê. Portanto, o ideal é não ingerir excesso de cafeína. Lembre-se de que a cafeína não está somente no café, mas também em chá preto, chá mate, chá verde e refrigerantes. - Não há necessidade de comer por dois. O ideal é que a mãe tenha uma alimentação rica em nutrientes como vitaminas e minerais e não dobrar a dose de calorias. A gestante precisa de somente 300 calorias adicionais da sua rotina alimentar - e não calorias adicionais em chocolate e sim em carboidratos complexos, gorduras saudáveis e proteínas. - Evite o consumo de adoçante. Eles são prejudiciais à saúde do bebê. Cuidado também com produtos que levam adoçantes na sua preparação. Procure o sabor mais natural possível. O excesso de açúcar refinado também pode levar a desordens metabólicas e aumentar gases e cólicas. Até a próxima! Drª Karina Al Assal é nutricionista...
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Saudáveis só no discurso

É preciso tomar muito cuidado com alguns alimentos que parecem ser “saudáveis” e as crianças a-do-ram, quando, na verdade não é bem assim. Tome como exemplo os cereais matinais, barrinhas ou bolachas integrais: o consumo excessivo desses açúcares é muito prejudicial e é uma das maiores causas de obesidade e outras doenças na infância. Muitos desses alimentos têm o apelo de serem integrais e fonte de fibras, mas, mesmo estes estão cheios de açúcares e possuem farinha refinada em sua composição. O ideal é procurar cereais naturais, que não possuem açúcar em sua composição, como por exemplo aveia, quinoa, amaranto, castanhas, frutas secas. Faça você mesma a mistura em casa e sinta a diferença! Os biscoitos integrais ou barras de cereal acabam apresentando o mesmo valor nutricional do que uma bolacha recheada – estas também ricas em açúcares, gordura hidrogenada e carboidratos simples, em suma, tudo o que queremos evitar dar para os nossos pequenos. Portanto, mamães, não se iludam: fujam desses alimentos, que não deixam de ser industrializados. Novamente vou insistir que a alimentação deve ser a mais natural possível. E que fruta e cereais naturais são sempre a melhor opção para o café da manhã e petiscos da tarde. Até a próxima! Drª Karina Al Assal é nutricionista graduada pelo Centro Universitário São Camilo, especialista em nutrição clínica pelo Hospital Sírio Libanês, especialista em nutrição clínica funcional pelo Instituto Valéria Paschoal, mestranda em nutrição e cirurgia metabólica do aparelho digestivo pela Faculdade de Medicina de São Paulo e graduanda em fitoterapia funcional. * Envie dúvidas e sugestões...
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Café para criança: nunca!

A cafeína é uma substância psicoativa e sua ingestão vicia, podendo alterar o funcionamento do organismo de um adulto. Nas crianças, seus efeitos são mais potentes ainda, podendo: provocar dilatação dos vasos sanguíneos, aumentar a circulação, acelerar os batimentos cardíacos e a atividade cerebral, bem como deixar a criança ansiosa, com alterações de humor, falta de sono e com aumento da secreção do suco gástrico. A cafeína também pode alterar o apetite, o que não é bom para as crianças, pois atua no Sistema Nervoso Central, inibindo a vontade de comer. Também interfere na qualidade do sono dos pequenos, deixando as crianças hiperativas e com déficit de atenção, comprometendo o rendimento escolar. Além do quê, com poucas horas de sono, a criança fica mais compulsiva por doces e carboidratos simples. Outro contraponto do consumo dessa substância por crianças é que ela aumenta a excreção de cálcio pela urina, ou seja, diminui a absorção de cálcio pelos ossos, o que é fundamental para uma criança que está no auge do crescimento. Só para lembrar, a cafeína não é encontrada  somente no café. Ela está presente em vários alimentos como os chocolates (teobromina), chá verde, chá mate, chimarrão e em bebidas à base de cola (Coca e Pepsi) e no guaraná. Uma pesquisa realizada em 2010 constatou que 75% das crianças americanas consomem muita cafeína ao dia, através dos refrigerantes. Portanto, mamães: fiquem de olho no consumo desses produtos pelos seus filhos, e não deixem para fazer uma reeducação alimentar - invistam na educação alimentar, pois ainda é tempo. Até a próxima! Drª...
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Agave, já ouviu falar?

O Agave vem de uma planta de origem mexicana. Seu xarope é doce, portanto, é utilizado para substituir o açúcar, sendo 100% natural. Possui uma textura diferente da do mel, é um pouco menos viscoso, e se dissolve em líquidos quentes. O Agave é rico em fibras, vitaminas e minerais. Tem uma liberação de glicose para o sangue mais lenta, o que é muito bom para o nosso metabolismo. Uma colher de sopa possui cerca de 70 calorias. Eu considero um bom substituto do açúcar para as crianças, principalmente para aquelas menores de 2 anos, que não podem usar o mel pelo risco de contaminação por botulismo. Mas é sempre bom lembrar que as crianças devem se habituar com o sabor natural dos alimentos, embora saibamos que, em algumas situações, isso é inevitável. O Agave pode ser usado em preparações como bolos, sobremesas, pães ou para adoçar chás, cafés e sucos. Quando as crianças pedirem por um doce, ofereça uma preparação com o produto em vez do açúcar refinado. Que tal provar ? Até a próxima! Drª Karina Al Assal é nutricionista graduada pelo Centro Universitário São Camilo, especialista em nutrição clínica pelo Hospital Sírio Libanês, especialista em nutrição clínica funcional pelo Instituto Valéria Paschoal, mestranda em nutrição e cirurgia metabólica do aparelho digestivo pela Faculdade de Medicina de São Paulo e graduanda em fitoterapia funcional. * Envie dúvidas e sugestões para a coluna pelo email karina@karinaalassal.com.br ....
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Gordura trans: muita calma nessa hora!

Todo nós já ouvimos falar que a gordura trans não faz bem, não é? De fato, está correto. A gordura trans é produzida por um processo industrial, em que se adiciona hidrogênio a óleos vegetais, provocando a sua solidificação – a famosa gordura vegetal hidrogenada, muito presente em alimentos industrializados como bolachas, biscoitos, salgadinhos, sorvetes etc. Alimentos, diga-se, presentes no cardápio das crianças! Essa gordura, além de engordar, altera o metabolismo da pessoa, aumentando o colesterol ruim, diminuindo o colesterol bom, aumentando a glicemia. Novos estudos descobriram que ela pode fazer mutações em nosso DNA, aumentando o risco de desenvolver um câncer. Você deve estar se perguntando, então por que as indústrias utilizam essa gordura “do mal”? A resposta é simples: ela confere sabor, consistência crocante e conservação dos alimentos, tornando o produto mais palatável e prolongando o tempo de prateleira dos produtos. Mas como os malefícios da ingestão dessa gordura não são novidade, as indústrias alimentícias deram um jeito de fabricar os seus produtos livres de gordura trans. Atenção, porém: muita calma nessa hora! Segundo um estudo do American Journal of Health Promotion, o consumidor pode ingerir inadvertidamente quantidades significativas de gorduras potencialmente perigosas para a saúde, nomeadamente as gorduras trans, devido à rotulagem enganosa. A atual política de administração adotada pela FDA (Food and Drug Administration) relativa às gorduras trans impede o consumidor de conhecer a quantidade exata dessas gorduras que está a ingerir através do alimento. A lei permite que os alimentos que contenham menos de 0,5 grama de gordura sejam rotulados como contendo zero grama...
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Alimentação vs. Infertilidade

Se você está tentando engravidar e não consegue, deixe a ansiedade de lado e pare para pensar o porquê isso está acontecendo. Cerca de 30% dos problemas de infertilidade são femininos, 30% masculinos, 30% de ambos e 10% de causa desconhecida. A boa notícia é que uma alimentação saudável pode te ajudar a engravidar. Da mesma forma, entretanto, uma alimentação desregrada pode diminuir a fertilidade, se você abusar da cafeína, aspartame, carboidratos simples (açúcar, pão branco, arroz branco, bolachas), gorduras trans encontradas em produtos industrializados e gordura saturada, presente em alimentos de origem animal. Existem algumas evidências que o leite, mesmo desnatado, pode atrapalhar a ovulação. Caso você tenha algum tipo de alergia alimentar que não foi diagnosticada, também pode haver aí uma causa, pois o consumo do alimento alergênico pode aumentar a inflamação do organismo, prejudicando a fecundação. Se você deseja engravidar é importante, portanto, excluir da sua alimentação doces, alimentos industrializados e gorduras ruins. Inclua alimentos que tenham como fonte a gordura saudável, antioxidantes, vitaminas e minerais como o azeite de oliva extravirgem, abacate, castanhas, salmão, cereais integrais e aveia. Procure fazer uma dieta sempre variada e invista em alimentos ricos em vitaminas do complexo B, vitamina D, vitamina E e zinco, pois são essenciais  para o sistema reprodutivo. Alguns cuidados também devem ser tomados em relação à alimentação dos futuros pais, pois o excesso de radicais livres prejudica a quantidade de espermatozóides. Você deve carregar a alimentação do maridão com muitos antioxidantes, como o cacau, frutas, vegetais (principalmente os verdes escuros) e chá verde. Não se esqueça...
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Férias, sempre uma ótima oportunidade!

Julho é o mês em que passamos mais tempo com os nossos filhos. Mas as tão aguardadas férias escolares os mantêm em casa e com acesso direto aos alimentos. Por isso, é necessário tomar cuidados básicos para evitar uma quebra de rotina que, lá na frente, será difícil de ser retomada. São inúmeras as vontades e pedidos de hambúrgueres, batatas fritas, cachorro quente, comidas industrializadas e doces. Se permitimos que as crianças se alimentem de maneira inadequada durante o mês todo, o excesso de gorduras, sódio e a falta de antioxidantes, vitaminas e minerais provenientes de verduras, legumes e frutas, deixarão a criança mais dispersa, irritada e com problemas intestinais. E, sendo assim, isto ocasionará uma dificuldade de readaptação na volta às aulas. Portanto, aí vão alguns cuidados para não deixar que isso aconteça - sem radicalismos, afinal, eles estão de férias! A primeira providência é estocar em lugar não acessível toda sorte de bolachas, salgadinhos e chocolates. Procure oferecê-los apenas em passeios ou de forma ocasional. A regra vale para o refrigerante. Em casa, opte por água e, no máximo, suco natural. Mantenha os horários das refeições, inserindo no cardápio frutas, legumes e verduras; ofereça lanches intermediários entre as refeições, como sanduíche de pão integral e queijo branco ou atum; assim você deixa a criança sem fome e sobrará menos espaço para as besteiras. Se os pedidos por batatas fritas, hot-dogs, hambúrgueres e nuggets forem impossíveis de recusar, busque uma saída simples e eficaz: em vez de fritar, asse os alimentos. Outra regra de ouro: não pule o...
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Como prevenir-se de infecções bacterianas

Resolvi escrever sobre um assunto que me chamou atenção nesses últimos dias, agravado pelas férias escolares de julho: o surto da bactéria Escherichia coli, iniciado na Alemanha e que já infectou milhares de pessoas, causando mais de 30 mortes. As possibilidades de chegar até o Brasil são remotas, mas, mesmo assim, acho importante esclarecer a vocês alguns pontos. A Escherichia coli é uma bactéria encontrada nas fezes e se transmite de forma fecal e oral. Como contamina alimentos, eles podem ser o veículo, por isso tem-se atribuído o surto aos vegetais. A bactéria está presente no tubo digestivo de alguns animais e também do homem e não a ter presente em nosso intestino é até desvantajoso, pois ela faz parte do nosso equilíbrio e sobrevivência. Mas o tipo de bactéria E. Coli que temos em nosso intestino é a não patogênica, ou seja, tem a função de proteger contra bactérias que causam mal ao nosso organismo. As bactérias patogênicas são capazes de produzir toxinas que vão provocar em nosso organismo algum dano, podendo ser variável, dependendo do tipo de bactéria e do nosso perfil de bactérias benéficas, isto é, depende da imunidade do indivíduo que vai ter essa contaminação. Para isso, uma boa medida preventiva é uma alimentação equilibrada e saudável, rica em vitaminas e minerais para manter uma boa imunidade sempre. Para minimizar os riscos de exposição contra essas bactérias, medidas de higiene são fundamentais como, por exemplo, a lavagem das mãos, insistir com as crianças que façam o mesmo longe dos pais, lavar bem os vegetais com água corrente e deixar em molho com anti-bactericidas especiais. Quando for comer em...
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Desmame

Após seis meses de aleitamento materno exclusivo, chegou a hora de o seu bebê iniciar a alimentação. A partir desse momento, as necessidades nutricionais dele não são supridas somente com o leite materno. Mas isso não significa que é preciso parar com o leite! Muito pelo contrario, deve-se manter a amamentação, só que em menor quantidade para poder abrir espaço para a introdução de novos alimentos. Essa fase de introdução é chamada desmame. Preste atenção, mamãe: é uma fase muito importante na vida de seu filho pois, introduzindo a alimentação de forma correta, contribui-se para o desenvolvimento sadio do bebê e a fase é determinante para o comportamento alimentar da criança no futuro. A introdução de novos alimentos deve ser um processo gradativo e controlado; não deve se apresentar diversos tipos de alimento de uma só vez. O ideal é iniciar com um por vez. Inicialmente, dê suco de fruta no horário do lanche. Lembre-se que não é recomendado fazer misturas de frutas, portanto, escolha uma opção e mantenha-se nela para que o bebê consiga reconhecer o sabor. Depois de adaptado com o suco, o próximo passo é partir para as papas de frutas, essa fase deve durar em torno de um mês. Aos poucos, vá introduzindo variedade de frutas. Não há necessidade de adicionar açúcar nesses sucos! Evite sucos industrializados, utilize sempre a fruta natural. Após as frutas, podemos passar para as papinhas salgadas, ou seja, sopa de legumes. A consistência deve ser observada e procure não utilizar o liquidificador. Cozinhe muito bem e amasse e triture os...
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Alimentação na lactação

Querida leitora, você está cansada de saber que o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês é super importante para a saúde do seu bebê. Mas já parou para pensar sobre a sua alimentação nesse período? Para garantir a nutrição adequada do seu filho, você, mamãe, deve se alimentar de forma saudável, preenchendo todas as suas necessidades nutricionais. Qualquer deficiência na gestação e na lactação pode trazer conseqüências a você e ao seu pequeno. A lactação é um processo fisiológico, caracterizado pela formação da secreção e excreção do leite. Sua produção é determinada pela ação hormonal no último trimestre da gestação e intensificada quando o aleitamento ocorre efetivamente. O processo de amamentar gasta mais calorias do que durante a gestação, por ser intenso. E existem necessidades nutricionais específicas, como o consumo de carboidratos integrais – fundamental para aumentar a fonte de energia. Não adianta, aqui, consumir açúcar simples e carboidratos refinados, pois estes, além contribuir para o ganho de gordura corporal, são pobres em vitaminas e minerais. Outro grupo alimentar importante é o das proteínas, sempre importantes, pois participam da formação dos hormônios e contribuem com a produção do leite. O ideal é consumir proteínas animais magras e caprichar em proteínas ricas em ômega 3, presentes no salmão, sardinha e anchova. O ômega 3 ajuda no desenvolvimento cognitivo da criança, melhora imunidade e tem ação anti-inflamatória. O consumo de gorduras saudáveis, por sua vez, vai contribuir para uma melhor composição do leite materno. Está presente em azeite de oliva extra virgem, abacate e oleaginosas como castanhas, amêndoas e nozes....
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O cuidado com mamadeiras de plástico

Ele não aparece e o nome bem que poderia decorar caixinhas de remédio. Mas o Bisfenol A (BPA), produto químico usado na fabricação de plásticos, é bastante utilizado no revestimento interno de todas as latas de alimentos e bebidas, inclusive de produtos para alimentação de bebês. Por ser forte, leve e duradouro, aumentando a durabilidade do produto, o Bisfenol A está maciçamente presente nas mamadeiras. E aí está o perigo. Se mal fabricada, a mamadeira revestida com o produto pode permitir que a substância migre para o alimento, fazendo com que o seu bebê ingira o tóxico junto com o alimento fornecido. Para piorar, isso ocorre principalmente quando o alimento é aquecido, pois o calor propicia a migração do BPA. Agora que você já sabe o que é o BPA, vamos entender o porquê dele ser tão prejudicial à saúde.  Diversos estudos mostram que essa substância pode provocar câncer, influenciar a má formação de órgãos masculinos do feto, ser responsável por puberdade precoce em meninas e até causar hiperatividade. Essas toxinas enviam falsas mensagens para o nosso organismo, alterando a ação dos hormônios produzidos pelo nosso próprio organismo, principalmente daqueles envolvidos com o controle energético como catecolaminas, hormônios tireoidianos, estrogênio, testosterona, cortisol, insulina, hormônio do crescimento e leptina, podendo provocar problemas no futuro como a obesidade e a resistência em perder peso. Algumas pesquisas indicam que o risco é ainda maior em crianças, por isso o BPA já foi banido no Canadá, França, Dinamarca e Costa Rica. Nos Estados Unidos, o material é proibido apenas em alguns estados, mas...
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Barriga de mãe: onde tudo começa

Sabia que o que você come durante a gestação influencia diretamente a vida do seu filho? Diversos estudos nas últimas décadas nos mostram que a exposição da gestante a fatores ambientais e nutricionais podem ter efeitos importantes sobre as condições de saúde do adulto. O retardo de crescimento intrauterino ou o ganho de peso excessivo nos primeiros anos de vida têm sido associados com o aumento do risco para obesidade, hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares na vida adulta. Por isso, querida gestante, é preciso ficar atenta à alimentação! O ideal é se preparar para a chegada do bebê com uma dieta balanceada, já que a má nutrição fetal pode ser conseqüência da má nutrição materna. Quando falo em “má nutrição materna”, quero dizer a alimentação pobre em nutrientes e não necessariamente rica em calorias, gorduras e carboidratos refinados. Isso não significa também que a gestante precise comer por dois. Nessa fase, os excessos são tão prejudiciais quanto a comida racionada. No desenvolvimento fetal ocorre uma multiplicação celular muito rápida e intensa; esse processo demanda diversas vitaminas, minerais, energia, proteína e gorduras saudáveis. Sem esses ‘tijolos’ não se constrói uma casa. Há alguns nutrientes que devem ser presentes na alimentação da gestante, como o ovo, por exemplo. A gema possui vitaminas como a colina e a betaína, importantíssimas para o desenvolvimento cognitivo. O assunto que estamos abordando hoje é fundamental, pois a tendência atualmente é trabalhar na prevenção e não no tratamento das doenças. E a primeira das prevenções, claro, começa na barriga da mãe. Por isso, é com muito...
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