Casamentos Casa & Decor 15 anos
Topo

Nutrição em família

Exibindo página 2 de 349

Navegue como ou

A verdade sobre o glúten. Seu filho é intolerante?

Atualmente, o vilão da vez em toda roda de conversa é o glúten. Muitos especialistas culpam a proteína do trigo, da aveia, centeio e da cevada por uma lista de problemas relacionados à saúde, entre eles a obesidade. A promessa do emagrecimento rápido e de uma barriga chapada fez com que muitas pessoas optassem por uma dieta glúten free. Mas será que o glúten uma das principais proteínas vegetais consumidas há mais de 10 mil anos pelo homem é tão maléfica para a saúde? Foi pensando em tudo isso que quis diferenciar a doença celíaca de possíveis modismos. Vamos aos fatos. Mas, afinal, o que é o glúten? O glúten é uma proteína composta pela mistura das proteínas gliadina e glutenina, que se encontram naturalmente na semente de muitos cereais, como trigo, cevada, centeio e aveia . É graças a ela que massas de pães crescem e, após a digestão, vira energia para nossas células. Na hora de preparar a receita, o cozinheiro mistura a farinha com água e sova bem. Isso faz com que a glutenina e a gliadina se unam, formando o glúten. O novo composto forma redes que aprisionam o gás carbônico liberado pelo fermento. É dessa maneira que o pãozinho ou outra massa qualquer conseguem crescer e ficarem macios. Doença celíaca ou intolerância permanente ao glúten: Ainda pouco conhecida, a intolerância ao glúten vem desafiando o conhecimento científico há muito tempo devido a sua apresentação clínica variada, que abrange desde sintomas leves e poucos específicos - como uma criança que não ganha peso – até...
Leia mais

Intolerância à lactose

Seu filho após consumir leite e seus derivados apresenta dores abdominais, náuseas, desconforto, diarreia e gases? Em geral, tais sintomas são notados como um simples mal-estar. Mas, atenção! Se o incômodo aparecer num período entre meia hora e duas horas após o consumo de laticínios, deve-se procurar o auxílio médico, pois a criança pode estar apresentando um quadro de intolerância à lactose. Entende-se por intolerância à lactose a incapacidade parcial ou completa de digerir o açúcar existente no leite e seus derivados. Ela ocorre quando o organismo produz em quantidade insuficiente - ou não produz - uma enzima digestiva denominada lactase. Como a lactose não é quebrada, ela chega no intestino grosso intacta. Ali, ela se acumula e é fermentada por bactérias que, por sua vez, fabricam ácido lático e gases e acabam promovendo uma maior retenção de água e o aparecimento de diarreias e cólicas. Tipos Podemos destacar 3 tipo de intolerância à lactose: 1) Deficiência congênita – a criança, por um problema congênito, nasce sem condições de produzir lactase. Essa é forma mais rara, porém é crônica; 2) Deficiência primária – é o tipo mais comum na população. Surge com a diminuição natural e progressiva na produção de lactase. Essa diminuição na produção surge da adolescência e persiste até o fim da vida do indivíduo. 3) Deficiência secundária – a produção de lactase é afetada por outras doenças  intestinais, como diarreias, síndrome do intestino irritável, doença de Crohn, doença celíaca ou alergia à proteína do leite, por exemplo. Nesses casos, a intolerância pode ser temporária e desaparecer...
Leia mais

Alergia alimentar na infância

Atualmente, ouço muitos pais falarem que seus filhos são alérgicos ao leite ou ao trigo. Mas será que seu filho é realmente alérgico ou apresenta apenas uma intolerância a determinado alimento? Foi pensando nisso que preparei para vocês uma série de matérias sobre alergias alimentares, a fim de tentar desmitificar e diferenciar alergia e intolerância alimentar. Então, Vamos aos fatos: Usualmente os termos “alergia’’ e ‘’intolerância’’ são utilizados de maneira errônea, como sinônimos para indicar uma situação orgânica adversa a determinados alimentos. Alergia alimentar: é uma resposta excessiva ou uma hipersensibilidade do sistema imunológico a determinada substância estranha ao nosso organismo, sendo o alimento o agente desencadeador dessa reação. A pessoa alérgica quando ingere determinado alimento alérgeno (que causa alergia, como por exemplo: leite, amendoim, trigo, soja, ovo etc), ativa o sistema imunológico que produz anticorpos para destruir a substância que desencadeou a alergia. Portanto, a causa das alergias alimentares está relacionada à produção de Imunoglobulinas E (Ig E) que provoca alergia a determinado alimento. Intolerância alimentar: é uma resposta anormal a determinado alimento ou aditivo, sem a ativação dos mecanismos imunes. As reações que ocorrem na intolerância podem ser causadas por toxinas produzidas por fungos, bactérias, fungos e a frutos do mar (ostra e camarão); agentes farmacológicos com cafeína (café, chá preto e cacau), histamina (peixe, vinho, cerveja, chocolate, e queijos) , teobromina (chocolate, chá), tiramina (queijo, abacate, laranja, banana, tomate), erros metabólicos por deficiência de produção de enzimas (lactase); idiossincráticas a um alimento ou uma substância química presentes na composição do alimento como corantes, principalmente tartrazina (corante...
Leia mais

Preparando uma lancheira saudável

Ultimamente, a maior dúvida que ouço dos pais que frequentam meu consultório é a de como montar uma lancheira saudável para os seus filhos. Confesso a vocês que não é uma missão muito fácil, já que os alimentos preferidos das crianças são justamente aqueles que não podem estar frequentemente presentes dentro da lancheiras. Os lanches, também chamados de refeições intermediárias, são de extrema importância para o desenvolvimento e crescimento das crianças. Se ela ficar muito tempo sem se alimentar entre as refeições ou não se o fizer de uma maneira correta, ela poderá ficar cansada, perder peso e até sentir tontura. Por isso, um lanche saudável se torna imprescindível. Quanto mais completo for o lanche da criança, mais nutritiva será a alimentação da mesma. Sendo assim, a regra é fácil. Um lanche equilibrado deverá ser, principalmente, com baixos teores de açúcar, sal e gordura. Veja logo abaixo como montar uma lancheira saudável: Importante salientar que alimentos que são perecíveis (queijos, iogurtes, leite fermentado, frios e sucos naturais) deverão ser acondicionados em lancheiras térmicas, principalmente em dias de temperatura muito alta. Além disso, pelo menos uma vez por semana, as lancheiras deverão ser higienizadas com detergente e hipoclorito. Preparei um cardápio diversificado e prático com sugestões de lanches para 15 dias. Espero que aproveitem a dica! Heloísa Tavares é nutricionista graduada pelo Centro Universitário São Camilo, especialista em pediatria clínica pelo Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP, graduada em pedagogia na Faculdade de Educação da USP e atua há mais de 10 anos em consultório junto à...
Leia mais

Picolé de fruta

Com essas temperaturas tão altas em todo território brasileiro, nada melhor do que se refrescar com um delicioso picolé. Mas, será que os picolés fazem mal para a saúde dos nossos pequenos? A resposta para essa pergunta é bem fácil. Não, se não houver exageros e se optarmos por um bom picolé de fruta e de boa procedência. Ricos em vitaminas e minerais, os picolés de frutas são menos gordurosos que os cremosos, não possuem lactose (para os pequenos que são intolerantes à lactose) e não possuem gordura trans. Além disso, são poucos calóricos (em média, não ultrapassam 60 calorias) e são importantes fontes de hidratação. Sem exageros, os picolés de fruta são sempre uma boa opção para os lanches e podem ser utilizados como opção de sobremesas. Mas é sempre bom optarmos por marcas conhecidas. Dessa forma, não se corre o risco de oferecer às crianças um picolé que seja feito com água contaminada. E por que não preparar picolés caseiros? Eles trazem muitos benefícios, já que podemos utilizar  água de boa qualidade e tratada, frutas frescas, iogurte, entre outros alimentos que fazem parte de uma alimentação saudável. O legal  disso tudo é que nos permite acrescentar o que quisermos e na quantidade desejada. O açúcar, por exemplo, pode ser ou não utilizado. Quanto menor a quantidade de açúcar, mais saudável será o picolé -  principalmente para as crianças que possuem alguma restrição quanto ao consumo de açúcar. Além de escolher bons alimentos para fazer um picolé saudável, você pode contar com a ajuda do seu filho na...
Leia mais

Suco, néctar ou refresco?

Eba, o verão chegou! Nada melhor, com todo esse calor, do que nos refrescarmos com um bom suco de frutas. Mas você ainda tem dúvidas sobre qual suco é a melhor opção para oferecer para os nossos pequenos? Qual a diferença, afinal, entre suco, refresco, néctar e suco de caixinha? Você acha que é tudo igual? Foi pensando nisso que resolvi desmistificar a diferença entre eles. Na maioria das vezes, a palavra “suco” é utilizada popularmente para se referir a toda bebida que é feita de frutas. Mas, na verdade, o que poucos sabem é que há muitas diferenças entre essas bebidas. Como podemos perceber logo abaixo: - Suco Natural É o líquido resultante do esmagamento da fruta. De acordo com a legislação brasileira, os sucos são aqueles que possuem apenas fruta em sua composição, sem adição de água, açúcar, corantes ou conservantes. Por esses motivos, além de ser ricos em vitaminas, do ponto de vista nutricional o suco é sempre o campeão e a melhor opção. Mas devemos ter cuidado ao oferecer em quantidades muito grandes, pois por serem concentrados podem ter o valor calórico maior e algumas frutas, tais como uva, melancia e laranja, têm índice glicêmico alto, o que dificulta o controle da glicemia em crianças diabéticas. - Néctar Já ouviu a expressão “néctar dos deuses”? Ela tem um sentido muito positivo e acaba confundindo os consumidores na hora da compra. Por esse motivo, o governo já estuda outra nomenclatura para classificar este tipo de bebida, já que o nome sugere que o néctar é superior...
Leia mais

Crianças x fast food

Para começar nossa conversa de hoje, precisamos entender o que é realmente fast food. Fast food, em inglês, significa comida rápida. É um tipo de comida geralmente servida na forma de lanches, para pessoas que não dispõem de tempo para fazer suas refeições e acabam optando por alimentos que fiquem prontos rapidamente. Normalmente, esses alimentos possuem um alto valor calórico. A alimentação infantil é sempre uma preocupação para pais e responsáveis. Conforme a criança vai crescendo, ela começa a descobrir novos cheiros, cores, texturas e sabores. E, em algum momento, será despertada pelo "mundo encantado" do fast food. Assim, é inevitável que ela sinta vontade de experimentar refrigerante, hambúrguer, batata frita etc. É nessa hora que surge na cabeça dos pais o grande dilema: deixar a criança comer fast food ou proibir? Costumo dizer que proibir não vai adiantar em nada. Mesmo que vocês pais não queiram levá-la aos locais que vendam fast food, a criança vai insistir até vencer pelo cansaço. Mas, por outro lado, o fast food não pode se tornar um hábito frequente. Então, a melhor solução é chegar a um equilíbrio, como levar a criança para comer em fast food a cada quinze dias ou uma vez por mês. Outra maneira bastante eficiente para contornar tal situação é oferecer à criança alternativas de alimentos mais saudáveis. Por exemplo, na luta dos refrigerantes contra os sucos naturais, comece a preparar sucos variados e naturais no lar. Peça a ajuda da criança no preparo, assim ela interage em todo o processo; depois tome o suco junto com...
Leia mais

A importância da quinoa na alimentação infantil

Tenho certeza que muitas mães já ouviram falar da quinoa. Mas você sabe realmente o que é e como incluí-la na alimentação dos pequenos? Considerada um alimento sagrado pelos Incas, há mais de 5000 anos este vegetal da família do espinafre é produzido nas regiões andinas da Bolívia e do Peru, onde a temperatura gira em torno dos 10°C. Graças ao seu alto poder nutritivo, a quinoa foi considerada pela Academia de Ciências dos Estados Unidos o melhor alimento de origem vegetal para consumo humano, fazendo parte inclusive da dieta dos astronautas da NASA que saem em viagens muito longas. Se você perguntar a qualquer especialista sobre quinoa, ele provavelmente irá salientar a qualidade da proteína dessa semente, comparável a de alimentos de origem animal. O segredo não está na quantidade, mas na combinação de aminoácidos (componentes da proteína) semelhantes a do arroz e feijão juntos. Cada grão contém 20 aminoácidos diferentes, entre eles podemos citar a metionina e a lisina, responsáveis pela formação de uma proteína completa e de boa absorção – quase uma exclusividade dos alimentos de origem animal - e o triptofano, que é capaz de liberar no cérebro a serotonina, substância que dá uma sensação de alegria e bem-estar. A quinoa é uma excelente fonte de carboidrato de baixo índice glicêmico, e ainda tem vitaminas (B1, B2, B3, B6 e A.), ferro, cálcio, fósforo e ômega 3. Com tudo isso, podemos dizer que além de combater a depressão, o vegetal também auxilia na manutenção do sistema imunológico e no tratamento de problemas urinários, osteoporose, anemia e...
Leia mais

Afaste-se da gripe com bons aliados!

Entramos no inverno há pouco tempo! E é quando a temperatura baixa que diversas doenças, tais como a gripe, passam a atormentar o organismo, especialmente o das crianças. Doença de natureza viral, infectocontagiosa, a gripe provoca muito desconforto, podendo evoluir de um simples mal estar e febre a dor de cabeça, obstrução nasal, dor de garganta, secreção pulmonar e tosse. E o que torna a gripe ainda pior são as dores musculares e a febre. As suas complicações - especialmente a pneumonia - podem ser muito sérias. Como os vírus sofrem mutações constantes, desenvolver imunidade para um tipo não significa proteção em relação aos demais. Consequentemente, cada temporada de gripe é diferente. Enquanto não houver cura para gripes ou resfriados, uma boa alimentação poderá ajudar a preveni-los, encurtar sua duração ou tratar os sintomas.  A pergunta que se faz é: que alimentos contribuem mais para prevenir a gripe? Primeiro: muita água! A água evita a desidratação, ajuda o corpo a reagir caso apareça a febre e serve de matéria-prima em algumas reações de produção de anticorpos. Além disso, a água é um dos meios de eliminação das toxinas que diminuem a capacidade de defesa do corpo. Use e abuse de hortaliças: esses vegetais são riquíssimos em vitaminas e minerais chamados antioxidantes, “varrem” as toxinas e protegem o corpo contra os microorganismos invasores. O ideal seria consumir verduras e legumes todos os dias no almoço e jantar. De preferência, coma cru, pois o cozimento destrói algumas vitaminas. E as frutas? Pelo menos 4 frutas por dia: no café da manhã,...
Leia mais

Socorro!! Meu filho não come vegetais!

A cena se repete diariamente no meu consultório. Mãe e pais desesperados, porque já não sabem mais o que fazer para que seus filhos incluam na dieta vegetais e frutas. Todos reclamam que todo santo dia, na hora do almoço e no jantar, inicia-se uma grande batalha. De um lado, a criança que não quer comer, e do outro, os pais insistindo com todas as suas forças ou até mesmo obrigando (o que não é uma atitude correta para que ela coma). Claro que a preocupação é compreensível, afinal uma boa alimentação resulta numa criança saudável. A pergunta que não quer calar é: O que fazer nesses casos? A resposta é simples: o segredo para fazer seu filho comer vegetais e frutas está na persistência e em um pouco de criatividade. Até por volta dos dois anos de idade, as crianças não costumam oferecer muita resistência aos alimentos. Muitas estão até habituadas ao consumo de chuchu, cará, abobrinha, brócolis e espinafre, mas em forma de sopa.  Mas, quando é hora de apresentar estes alimentos em sua forma natural, a criança estranha - e rejeita. Outro fator que agrava ainda mais a situação é o contato dos pequenos com alimentos industrializados.  Principalmente com a introdução de açúcar e frituras, que têm um sabor bem mais acentuado que as verduras, e bem mais doce que as frutas. Aí é que entra a responsabilidade de nós adultos. Em primeiro lugar, o papel dos pais é controlar o que entra na casa. Se pães integrais e produtos de hortifruti frescos estão sempre à mesa,...
Leia mais

Vitamina D: a vitamina do sol

A vitamina do sol. É assim que a maioria das pessoas se referem a vitamina mais iluminada de todas, a D. Mas você conhece os benefícios de tal vitamina para a saúde do seu filho? Não cansamos de ouvir e ler que o segredo para uma vida longa e cheia de saúde deve incluir uma alimentação equilibrada, a prática de atividade física e um bom sono. Atualmente, muitos pesquisadores, acrescentariam a essa lista banhos de sol diários. Nem muito longos e nem muito curtos: bastam 15 minutos diários para que os raios solares ativem no organismo a produção de uma substância capaz de fortalecer os ossos, aumentar a imunidade e garantir que o coração bata forte por anos a fio. Estamos falando da vitamina D, essencial para a formação e manutenção da saúde dos ossos, sua produção é estimulada, sim, pela exposição ao sol, mas também pela ingestão de alimentos, como salmão e atum, e por meio da suplementação. Em doses suficientes no corpo humano, garante a absorção eficiente de cálcio e fósforo. Sem a sua presença, apenas 10-15% do cálcio e 60% do fósforo da alimentação são absorvidos. Além dessa função, boas doses de vitamina D, fortalecem o sistema imunológico em geral, aumentando a proteção natural do organismo contra doenças. Melhora ainda o fluxo sanguíneo e a dilatação das veias, o que reduz o risco de desenvolvimento de hipertensão e doenças cardíacas. E, por fim, a suplementação da vitamina também reduziu drasticamente o raquitismo. Os últimos dados epidemiológicos sobre a deficiência da vitamina são alarmantes, principalmente nas crianças. Sem dúvida,...
Leia mais

Chia: muito além da perda de peso

Não faz muito tempo que ouvimos falar da Chia. De uns tempos para cá, ela começou a ganhar espaço na mesa dos brasileiros, principalmente nos interessados em perder peso. O tamanho interesse é justificável. Só que os benefícios dessa pequenina semente não ficam restritos ao emagrecimento. Você sabe o que é chia? Já a ofereceu para seu filho? Originária do México, a chia é uma semente que foi muito consumida por civilizações pré-colombianas (astecas e maias), principalmente por quem precisava de força e resistência física. De sabor parecido com ao das nozes, ganhou os holofotes nos laboratórios por ser fonte de ácido graxo ômega-3, proteínas, fibras, substâncias antioxidantes e minerais como fósforo, cálcio, ferro e magnésio. Como suas sementes são mucilaginosas (ricas em fibras), ao entrarem em contato com a água formam um gel no estômago. Diante dessa reação, a digestão torna-se mais lenta e o indivíduo fica satisfeito mais rapidamente e, então, passa a consumir menor quantidade de comida. Consumindo menos alimentos por estar saciado, o indivíduo acaba perdendo peso.  Além disso, as fibras da chia ajudam a formar e eliminar o bolo fecal, auxiliando, dessa forma, pessoas que têm intestino constipado. A chia abriga outra preciosidade — muito mais ômega-3 do que a linhaça. Essa gordura nos protege contra ameaças ao coração. Além de ser um bom anti-inflamatório, ela tem ação direta no controle da pressão arterial e na redução do colesterol e dos triglicérides. E os benefícios não param por aí, essa pequenina semente ainda ajuda no controle da glicemia, na formação óssea, previne o envelhecimento...
Leia mais

Alimentos orgânicos são mais saudáveis?

Uma dúvida muito comum quando estamos fazendo compras é se realmente vale a pena investir em alimentos orgânicos. Mas antes de fazermos a escolha, precisamos entender melhor o assunto, certo? Afinal, o que são os alimentos orgânicos? Uma das minhas recordações de infância era de ouvir minha mãe falando que algumas frutas eram sazonais e que não tinha como comprá-las em determinada época do ano. Por isso, eu esperava pelo fim do inverno para poder me deliciar com morangos ou uvas, por exemplo. Atualmente, temos acesso a quase que todas as frutas durante o ano todo. Mágica? Não. Isso faz parte de uma cadeia não muito saudável, onde o homem, para atender à necessidade alimentar da população mundial, passou a processar alimentos excessivamente, acelerando a produção de frutas, verduras e carnes por meios não muito adequados. Na contramão desses alimentos cultivados de forma convencional estão os alimentos orgânicos, que não só representam mais sabor e saúde, mas também uma completa revolução sustentável. São considerados alimentos orgânicos todos aqueles que utilizam, em todos os seus processos de produção, técnicas que respeitam o meio ambiente e visam a qualidade do alimento. Desta forma, não são usados agrotóxicos, adubos químicos sintéticos, sementes transgênicas e drogas veterinárias. Já os itens processados não recebem aditivos químicos nem irradiação. Do ponto de vista nutricional, estudos recentes revelam que não há diferenças significativas na concentração de vitaminas e afins entre os alimentos orgânicos e não orgânicos. No entanto, a qualidade do alimento vai além da quantidade de substâncias presentes nele.  Os alimentos orgânicos, além de serem...
Leia mais

Como resistir a tanto chocolate?

Existe coisa mais tentadora e mais deliciosa que chocolate, principalmente na Páscoa? Há duas semanas, ouço queixas dos meus pacientes de quão grande será o desafio de se controlarem com tanta oferta de chocolate nessa época do ano. Para as mães, não há como resistir àquelas carinhas morrendo de vontade de comer ovo de Páscoa. Mas tenha bom senso, o chocolate é um alimento bem calórico (100 g de chocolate ao leite fornece em média 517 calorias) e pode ainda prejudicar o apetite do seu filho – ainda mais na fase inicial da introdução de alimentos sólidos, entre 6 meses e 1 ano. O ideal é que uma criança só experimente chocolate a partir de 2 anos e, ainda assim, em pequenas quantidades. Rico em gordura e, em geral, com leite e açúcar na sua composição, o chocolate poderá provocar diarreia e até obesidade se for consumido em excesso. É preciso ficar de olho ainda em possíveis reações, já que algumas crianças podem ser alérgicas a algum dos ingredientes da fórmula como leite, amendoim ou castanha. Na dúvida, dê um pedacinho inicial junto com alimentos que já fazem parte da dieta do seu filho. Além disso, o chocolate contém substâncias estimulantes e com poder viciante, tais como a cafeína e teobromina. Ou seja, se o seu bebê provou um dia chocolate, nunca mais deixará de pedir. O lado bom e bem conhecido de todos nós é que o chocolate, depois de ser metabolizado, causa uma sensação gostosa de bem- estar, devido à liberação de neurotransmissores, como a endorfina e...
Leia mais

Ovo: de vilão a super-herói

Ao escrever esse artigo, lembrei-me da minha infância, na qual o ovo quente estava presente todos os dias no meu café da manhã. Como num passe de mágica e para a minha tristeza, de um dia para o outro, minha iguaria matutina sumiu da minha alimentação. Da sua também? Excluído da dieta e tido como vilão nas últimas décadas, o ovo não apenas foi finalmente absolvido, como hoje é tido como um super alimento.  A má fama do nosso super herói parecia ter um bom motivo. Afinal, a gema de ovo era encarada como uma “bomba de colesterol” e, dessa forma, era capaz de elevar os níveis de colesterol sanguíneo humano. Mas, graças a novos estudos científicos realizados nos últimos anos, esse mal entendido foi esclarecido. A absolvição aconteceu quando cientistas descobriram na gema do ovo uma substância chamada lecitina (um fosfolipídeo). Trata-se de um emulsificante natural de gordura, que interfere na absorção do colesterol e impede a captação do mesmo pelo intestino. É como se ovo, sabendo ser rico em colesterol, proporcionasse um antídoto natural para que não houvesse um aumento em seus níveis. Famoso por ser uma excelente fonte proteíca, o ovo ainda é rico em vitamina B12, selênio, colina, vitamina D e antioxidantes. Outro ponto positivo é que a proteína contida na clara do ovo oferece mais ajuda no aumento da massa muscular do que as proteínas contidas em outros alimentos, devido às altas concentrações de um aminoácido chamado leucina. Além disso, constatou-se também que a proteína do ovo é capaz de manter a saciedade por...
Leia mais

1,2…Feijão com Arroz!

Desde pequenos ouvimos nossas mães e avós dizerem para comermos arroz e feijão para que possamos crescer.  Mas será que elas tinham razão? Com certeza, sim. Como num casamento perfeito, a união arroz com feijão, mais do que uma saborosa parceria, assegura uma invejável combinação de nutrientes. O que falta em um, o outro fornece e, assim, se completam. O grão de arroz contém metionina e o feijão, lisina. Esses nomes bem esquisitos nada mais são do que pedacinhos de proteínas ou, na linguagem técnica, aminoácidos. Quando se unem, são muito mais eficientes na reparação de tecidos no organismo. A fantástica união também equilibra o índice glicêmico - enquanto o arroz sozinho, principalmente o polido, pode aumentar as taxas de açúcar no sangue. O feijão tem o poder de frear esse efeito e manter os níveis de glicose estabilizados. A mistura em quantidades adequadas se torna, assim, uma boa aliada na diminuição do risco de diabetes. Por todos esses benefícios, a presença do arroz com feijão na alimentação infantil se torna imprescindível na alimentação diária dos pequenos, a partir da liberação dietética do pediatra. A única coisa que gostaria de alertar é para a quantidade de arroz e feijão no prato. A dica é sempre colocar mais feijão no prato do que arroz. Além disso, escolher a versão do arroz integral para incrementar a quantidade de vitaminas do complexo B é uma boa opção. Quanto ao feijão, não existe regras, fica a gosto da criança. Preto ou branco, carioquinha, fradinho, maravilha ou de corda, todos casam bem com arroz!...
Leia mais

Doçura na medida certa: açúcar ou adoçante?

Desde que o açúcar (sacarose, proveniente da cana-de-açúcar ou beterraba) assumiu o papel de vilão na alimentação, uma das maiores dúvidas de pais e mães é a de como adoçar os alimentos na dieta das crianças - principalmente se elas estiverem acima do peso. Açúcar ou adoçante: eis a questão.  A resposta correta seria nenhum dos dois. O ideal seria habituar as crianças a ingerir apenas o açúcar natural dos alimentos, como a frutose encontrada nas frutas. Estimular as mesmas a conhecer o sabor dos alimentos e de líquidos sem adição de açúcar ou adoçantes como frutas, leites, sucos e chás, seria a atitude mais correta. Porém, sabemos bem que o ideal está bem distante do real... e, na prática, é inevitável que as crianças consumam alimentos adocicados. Como o excesso de peso adquirido na infância é um fator preponderante para a obesidade na vida adulta, a questão que vem à tona é como combater os excessos. Para tanto, o melhor é entendermos melhor as duas opções, o açúcar e o adoçante. Açúcar: quando usar e qual usar? Recomendo o uso moderado de açúcar para as crianças que estão no peso ideal ou com baixo peso para sua idade. A matéria-prima do nosso açúcar, você sabe, é a cana-de-açúcar. Para facilitar a escolha do melhor açúcar, a regra básica é: quanto mais escuro for o açúcar, mais vitaminas e sais minerais ele terá, e mais perto do estado bruto ele estará. A cor branca significa que o açúcar recebeu aditivos químicos no último processo da fabricação, o refinamento. Sendo...
Leia mais

Cálcio muito além do leite!

É certo que o cálcio é fundamental para a formação e manutenção dos ossos, mas é importante lembrar que ele sozinho não vai adiantar. Para que ele se direcione ao lugar certo, ele precisa de outros minerais como magnésio, boro, silício e também da Vitamina D. A Vitamina D está mais presente nos peixes gordurosos como salmão, sardinha, atum, ovos e nos óleos. Além da fonte alimentar, a Vitamina D é sintetizada pelo sol, portanto, é extremamente importante a exposição por pelo menos 10 minutos sem protetor. Procure um horário em que o sol não esteja tão agressivo - pela manhã é o ideal. A falta de Vitamina D pode gerar uma osteoporose, má formação óssea, cáries, além de depressão e maior risco para câncer. E essas doenças podem se desenvolver em qualquer fase da vida, mesmo na infância. Portanto, mamães, vamos caprichar na Vitamina D dos nossos pequenos. Importante ressaltar para as lactantes que o leite materno é rico em Vitamina D. Voltando para o cálcio... ele não serve somente para os nossos ossos. É muito utilizado no nosso organismo, ajuda a transportar nutrientes através das membranas celulares, e participa da produção de hormônios e enzimas que irão ajudar a regular nosso metabolismo essencial para contração muscular. O leite e seus derivados são ricos em cálcio, mas, para quem não pode consumir esse grupo de alimentos, não há o que se preocupar, pois eles não são a nossa única fonte. Podemos encontrar cálcio em verduras e legumes verdes escuros como agrião, mostarda, espinafre, couve, brócolis e também no...
Leia mais