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Nutrição em família

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Os perigos do mel na alimentação infantil

Em meu último post que falava sobre a adição de açúcar na alimentação das crianças (leia aqui) fui muito questionada se era possível substituir o açúcar pelo mel, já que o mesmo é conhecido por ser um produto natural. Achei muito oportuno falar sobre o assunto, principalmente, porque no inverno muitas mães acabam fazendo uso dos poderes medicinais do mel na tentativa de melhorar os quadros de gripe ou resfriados de seus filhos. O mel é o único alimento naturalmente doce que contém proteínas e sais minerais (potássio e magnésio). Além de ser incrivelmente saboroso é um muito versátil. Pode ser usado para fortalecer o sistema imunológico, melhorar a capacidade digestiva e até a constipação intestinal. No entanto, o mel não é recomendado na alimentação de crianças pequenas (0 – 3 anos de idade), devido a possiblidade de existir esporos da bactéria a Clostridium botulinum, que provoca o botulismo. BOTULISMO: O GRANDE PERIGO O botulismo é uma toxinfecção alimentar que atinge o sistema nervoso e pode causar tremores, dificuldade de deglutição, fraqueza e falta de apetite. Em casos mais graves, há o risco de insuficiência respiratória e de complicações neurológicas. De acordo com o Guia Brasileiro de Vigilância Epidemiológica, a doença é responsável por 5% das mortes súbitas em crianças menores de um ano de idade. Como o sistema imunológico dos bebês ainda não está maduro (principalmente até o sexto meses), os pequenos são muito mais susceptíveis ao ataque de tal microorganismo e consequentemente podem contrair uma forma da doença chamada botulismo infantil. Por esse motivo, os médicos recomendam que se...
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Os perigos de acrescentar açúcar e sal na papinha do bebê

Quem não gosta de uma comidinha bem temperadinha e um suco bem docinho??? Por gostarmos tanto, muitas vezes achamos que um pouquinho de açúcar e sal na alimentação infantil será inofensivo para saúde do bebê. Ainda mais porque, no início, quando os adicionamos às papas pode parecer que o bebê está realmente satisfeito e apreciando a comida. Mas, tenha muito cuidado, porque essa prática pode trazer malefícios à saúde e prejudicar as preferências alimentares a longo prazo. Vem ver os perigos de acrescentar açúcar e sal na papinha do bebê: SEM SAL E AÇÚCAR...  Açúcar e sal são dois dos temperos realçadores de sabor e achamos que sem eles nossa dieta não é completa e muito menos prazerosa. Uma coisa que sempre falo em minhas consultas e orientações é que o bebê não conhece nem o sal e nem o açúcar. Quem os apresenta e quem os vicia somos nós, os adultos por acharmos que a comida ficará muito mais gostosa. Como os pequenos são muitos espertinhos: uma vez apresentados a esse mundo, eles acabam preferindo sucos e papas de frutas mais docinhos e papinhas mais salgadas. Na verdade, você não deve adicionar qualquer pitadinha de sal ou açúcar ao alimento do seu bebê, até que pelo menos tenha 1 ou 1½ anos de idade. E se puder retardar por mais tempo essa adição: melhor ainda. Quando o assunto é alimentação infantil, percebo que a maioria dos pais se preocupam muito com a adição de açúcar e se esquecem do sal. Não se engane, tanto um quanto o outro são...
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Diga não aos corantes artificiais na alimentação do seu filho

Atualmente, falar em uma alimentação isenta de corantes é bem difícil, já que são adicionados à grande parte dos alimentos. Você, em algum momento, já parou para pensar na quantidade de corantes artificiais que seu filho ingere por dia? O número pode ser assustador já que estão presentes: em balas, refrigerantes, sucos artificias, bolachas, biscoitos, cereais, gelatinas e muitos outros alimentos. Afinal, será que essas substâncias podem fazer mal à saúde das crianças? Entendendo o que tem por trás da cor dos alimentos Os corantes artificiais são substâncias que quando adicionadas a um alimento, têm a finalidade de modificar sua cor ou acentuar a que ele possui. Estão presentes em muitos alimentos de origem industrializada como: biscoitos, sorvetes, bolos, massas e bebidas. A indústria alimentícia visando atingir com maior impacto o público infantil, busca de uma maneira bem ostensiva desenvolver produtos com aparência idêntica aos naturais, de modo que, aos olhos do consumidor, tornem-se extremamente atrativos e facilmente aceitáveis na hora da compra. Corante Artificial Esse tipo de corante é obtido a partir de produtos químicos e conferem maior durabilidade aos alimentos. Não possuem nenhum valor nutricional e servem apenas para colorir e dar uma melhor aparência aos alimentos que ou não tem cor ou a perde durante o processo de fabricação. Quando ingeridos em excesso ou mesmo em pequenas quantidades, a longo prazo, podem desencadear reações alérgicas, dificuldades respiratórias, irritações gástricas, problemas de pele, hiperatividade e câncer. Um exemplo é o uso de corante em gelatina, sucos e refrigerantes sabor fruta. Estes não seriam nada atrativos se não...
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Coloque mais cor na alimentação do seu filho

Tenho certeza que alguma vez na vida você ouviu que deveria colocar no prato pelo menos cinco cores diferentes de alimentos. Parece papo chato de médicos e nutricionistas. Mas, você sabe realmente qual é a importância de cada cor na alimentação do seu filho? Longe de ser um problema estético, as cores dos alimentos possuem funções diferenciadas e específicas para saúde das criança. Confira o que cada uma tem para oferecer e diversifique o cardápio. [table id=2 /] Espero que agora, depois de saber a importância das cores na alimentação, o pratinho do seu filho vire um verdadeiro arco-íris. (Fotos: reprodução/Gimme More Over) [author] [author_image]http://babies.constancezahn.com/wp-content/uploads/sites/2/2013/02/heloisa-pacheco-03.jpg[/author_image] [author_info]Heloísa Tavares é nutricionista graduada pelo Centro Universitário São Camilo, especialista em pediatria clínica pelo Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP, graduada em pedagogia na Faculdade de Educação da USP e atua há mais de 10 anos em consultório junto à Clínica Len de Pediatria. Contato: helotavares@terra.com.br.[/author_info]...
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8 mandamentos da lancheira saudável

Todo ano é a mesma história! As aulas das crianças começam, e com elas o drama de como montar uma lancheira saudável também. Diariamente, em minhas consultas, vejo pais desesperados em não saber que tipo de alimento escolher e como montar uma lancheira saudável, além de ver crianças enjoadas da mesmice dos lanches de cada dia. Tenho certeza que com você, querido leitor, não é diferente. Foi pensando nisso que eu, a pedido da minha querida Constance Zahn, resolvi escrever uma série com 4 matérias (um cursinho básico) que vai desde a escolha dos alimentos, melhores utensílios, conservação, dicas e cardápio para que você possa se tornar um expert em lanches infantis. Gostaria de receber o título de expert em lancheiras infantil? Então, mãos à obra!!! MÓDULO 1: FAZENDO BOAS ESCOLHAS Com a correria do dia-a-dia nem sempre dá tempo para preparar lanches saudáveis e nutritivos para as crianças comerem na escola. Sem falar que a criatividade se esgota e a mesmice começa a fazer parte da lancheira. Se você está passando por esse tipo de situação. Não se preocupe, você é um entre milhões de pais e mães que se encontram na mesma situação. Um passo de cada vez: o exemplo vem de casa Os lanches, também chamados de refeições intermediárias, são de extrema importância para o desenvolvimento e crescimento das crianças. Se ela ficar muito tempo sem se alimentar entre as refeições, ou não se alimentar de uma maneira correta, poderá ficar cansada, perder peso e até sentir tontura. Por isso, um lanche saudável se torna imprescindível. E quanto mais...
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Receita: Barrinha de cereal

Ingredientes: - 1/2 xícara (chá) de açúcar - 2 colheres (sopa) de mel - 2 colheres (sopa)de manteiga - 1 xícara (chá) de floco crocante - 1/2 xícara (chá) de aveia em flocos - 1/2 xícara (chá) de nozes picadas grosseiramente - 10 castanhas-do-pará médias e picadas grosseiramente - 1/2 xícara (chá) de uvas-passas escuras e sem sementes Modo de Fazer:  Coloque em uma panela o açúcar e 4 colheres (sopa) de água (60 ml). Misture e leve ao fogo por 4 minutos, sem mexer, até a calda começar a formar fio grosso. Acrescente o mel e1 colhere (sopa) de manteiga. Misture e cozinhe, mexendo de vez em quando, por mais 2 minutos ou até a calda engrossar. Adicione os flocos crocantes, a aveia, as nozes, as castanhas do pará (picadas grosseiramente) e as uvas passas. Cozinhe, sem parar de mexer, por 5 minutos ou até formar uma massa homogênea. Retire do fogo. Unte uma superfície lisa com a manteiga reservada e despeje a massa de maneira a formar um retângulo (36 cm x 31 cm) com 1 cm de espessura. Com uma faca corte a massa ainda quente em 20 barrinhas (3 cm x 6 cm). Guarde em recipiente hermético. Rendimento: 20 barrinhas de cereal | Tempo de preparo: 20 minutos [author] [author_image]http://babies.constancezahn.com/wp-content/uploads/sites/2/2013/02/heloisa-pacheco-03.jpg[/author_image] [author_info]Heloísa Tavares é nutricionista graduada pelo Centro Universitário São Camilo, especialista em pediatria clínica pelo Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP, graduada em pedagogia na Faculdade de Educação da USP e atua há mais de 10 anos em consultório junto à Clínica Len de Pediatria. Contato:...
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Alimentação infantil: dicas valiosas para curtir a praia com as crianças

Férias de verão é tempo de calor, sol, praia e piscina, não é mesmo? E com as altas temperaturas que andam fazendo, nada melhor que um banho refrescante de mar! Mas, não é porque estamos de férias que devemos descuidar da alimentação infantil das nossas crianças. Os vendedores nos tentam com camarão frito, pastel, queijo coalho, água de coco, milho verde, sanduíche, biscoito, sorvete, salgadinho e muito mais. Porém, o que comprar e o que levar de casa para que sua família se alimente com saúde e sem riscos para a saúde? Pensando nisso, preparei uma lista de alimentos para quem quiser levar lanchinho de casa, além de dicas bem bacanas, saudáveis e práticas de preparo! Confira: OS MAIORES INIMIGOS NA PRAIA: CALOR E FALTA DE HIGIENE Há muitas opções de comida na beira da praia. Mas, todo cuidado é pouco quando o assunto é o calor. Com as altas temperaturas, os alimentos podem se deteriorar com muita facilidade, se não forem armazenados corretamente. Se você não resistir às tentações da orla e optar por comprar algum snack, a palavra de ordem é ATENÇÃO! Observe a limpeza do quiosque ou do carrinho, e a forma como o profissional manuseia o lanche. Dê preferência às bancas fixas, que necessitam ter autorização para funcionarem e proporcionam melhores condições de armazenamento e higiene. ESCAPE DAS ARMADILHAS: PREPARE SUA PRÓPRIA BOLSA TÉRMICA A alimentação na praia precisa ser previamente combinada entre os pais e as crianças. Como é uma missão impossível saber a procedência dos alimentos vendidos à beira-mar, é melhor evitar. Para escapar das armadilhas, levar uma bolsa térmica com alimentos saudáveis e...
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5 dicas de ouro para servir a papinha

Depois do passo-a-passo para congelar, hoje damos 5 dicas de ouro para a hora de servir a papinha: 1. Ofereça a comida morna, mais ou menos na temperatura do corpo. Se você a colocar sobre o dorso da mão, o certo é não senti-la quente. 2. Cuidado quando esquentar a comida no microondas, porque é comum uma parte fica morna e outra fica quente. Se for sopa, misture bem depois de esquentar, e aí teste a temperatura. Alimentos como a batata "seguram" mais o calor e podem ficar quentes por dentro sem que você perceba. 3. Coloque a quantidade certa de alimento no prato (a criança pode pedir mais se quiser, ou ficar satisfeita com cerca de 200 g de papa) e jogue fora tudo o que sobrar. A regra é simples: se você colocou uma colher que foi para a boca de alguém na comida, essa comida não pode ser guardada. Os microorganismos presentes na saliva, mesmo em pequena quantidade, podem se proliferar no alimento, até dentro da geladeira. 4. Preste atenção em possíveis alergias alimentares. Dê um ingrediente novo por dia, não cinco de uma vez, senão ficará difícil saber qual fez mal em caso de reação. Saiba mais sobre como apresentar novos alimentos. 5. Reaproveite as sobras (desde que não seja as do prato do bebê). Na geladeira, elas podem ser dadas à criança até o dia seguinte e, se forem congeladas de maneira correta, podem durar até 3 meses. [author] [author_image]http://babies.constancezahn.com/wp-content/uploads/sites/2/2013/02/heloisa-pacheco-03.jpg[/author_image] [author_info]Heloísa Tavares é nutricionista graduada pelo Centro Universitário São Camilo, especialista em pediatria clínica pelo Instituto da...
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Passo-a-passo para congelar papinhas de forma correta

Dando continuidade ao assunto papinha, tema da nossa coluna anterior, agora chegou a vez de dar algumas dicas de como congelar papinhas salgadas. Como falei aqui, as papinhas podem ser congeladas por até três meses: esse processo de conservação mantém as características nutricionais dos alimentos, desde que sejam tomados alguns cuidados no procedimento de preparo. 1. Alimentos frescos: use sempre alimentos frescos, pois o congelamento não mascara a qualidade nutricional. 2. Choque térmico: após o preparo, a papinha deve ser colocada, ainda quente e na própria panela, em um recipiente com gelo para parar o cozimento. Dessa maneira, fica preservada a textura depois do descongelamento. 3. Porções individuais: após resfriada, a papinha deve ser colocada em porções que dêem para uma refeição do bebê, ou seja, em um recipiente pequeno de modo que não sobre espaço. Feche em seguida (retire todo ar) e leve ao freezer. 4. Congelando: use somente o freezer no processo de congelamento. O congelador da geladeira não tem temperatura adequada para esse tipo de conservação de alimentos. Espero que tenha contribuído para que você se anime e faça de maneira caseira e com muito carinho a papinha do seu bebê. Com certeza ele aprovará seus dotes culinários e zelo! [author] [author_image]http://babies.constancezahn.com/wp-content/uploads/sites/2/2013/02/heloisa-pacheco-03.jpg[/author_image] [author_info]Heloísa Tavares é nutricionista graduada pelo Centro Universitário São Camilo, especialista em pediatria clínica pelo Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP, graduada em pedagogia na Faculdade de Educação da USP e atua há mais de 10 anos em consultório junto à Clínica Len de Pediatria. Contato: helotavares@terra.com.br.[/author_info]...
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A primeira papinha salgada a gente nunca esquece

Queridos leitores, vocês que me acompanham sabem que sou uma ferrenha defensora do método BLW (DESMAME GUIADO PELO BEBÊ). Nele, a introdução de alimentos na dieta do bebê é feita através de palitos macios de vegetais e frutas, e não se utiliza papas ou sopa. Mas, temos que admitir que não são todas as mães e pediatras que aderem a essa metodologia. Sendo assim, atendendo a muitos pedidos, resolvi dar dicas de como preparar uma papinha caseira e nutritiva. STEP BY STEP A alimentação da criança precisa ser bem planejada para que não haja o risco de faltar qualquer nutriente. O primeiro passo é elaborar um cardápio de acordo com os hábitos da família, fazer uma lista de compras e por último e o mais importante: fazer boas compras e se possível com alimentos orgânicos. A primeira papinha deve ser oferecida ao bebê após o sexto mês e a amamentação deve ser mantida. A introdução de alimentos deve ser feita em pequenas quantidades e com critério para observar possíveis reações alérgicas. Três princípios básicos devem ser considerados no preparo das papas salgadas: a textura, o sabor e o equilíbrio entre os nutrientes. Seguindo as orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria, a elaboração da papa deve ser feita com três alimentos de grupos distintos: proteína, carboidrato e hortaliça (esse grupo pode ter mais de um alimento). Para facilitar, preparei tabelas com os grupos de alimentos, quantidades e faixas etárias. Confira: QUANTIDADE ADEQUADA DE ALIMENTOS PARA PAPA SALGADA (6 meses) QUANTIDADE ADEQUADA DE ALIMENTOS PARA PAPA (7 meses – 9 meses) QUANTIDADE ADEQUADA DE ALIMENTOS PARA...
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Como a dieta paleolítica pode ajudar na formação dos hábitos alimentares do bebê

Um tema que está se tornando muito comum nas rodas de conversas do mundo fitness e nos meios de comunicação é a Dieta Paleolítica. Quando ouvimos pela primeira vez a respeito de tal dieta, automaticamente pensamos nos homens primatas que moravam nas cavernas. Será que a dieta de nossos ancestrais é saudável e pode ser usada nos dias de hoje? Será que esse tipo de alimentação traz benefícios para a saúde meu bebê? DIRETO DO TÚNEL DO TEMPO: entendendo a essência da polêmica Dieta Paleolítica Apesar de ter conquistado popularidade recentemente e tendo como maior mentor o professor da Universidade Estadual do Colorado (EUA) Loren Cordain, tal teoria surgiu em um estudo publicado em 1985 no The New England Journal of Medicine. O artigo cientifico argumentava que o genoma humano não teve tempo de se adaptar a alimentos que não faziam parte da nossa dieta antes do advento da agricultura. Segundo seus defensores, a dieta ideal para o homem é aquela praticada pelos nossos ancestrais pré-históricos. Ou seja: devemos comer apenas aquilo que poderíamos caçar, matar, colher ou tirar da terra, como um homem das cavernas. O homem está na Terra há mais de 2 milhões de anos e a agricultura foi desenvolvida há menos de 10 mil anos, o que corresponde a apenas 0,5% do tempo da nossa existência. A agricultura, portanto, é muito recente do ponto de vista evolutivo, e é evidente que estamos geneticamente adaptados à alimentação do período paleolítico, e não à atual. No período paleolítico, os fatores geográficos eram determinantes e diversas dietas eram...
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Não se prenda a horários! Respeite o apetite do bebê com a amamentação em livre demanda

Quando me sugeriram para escrever esse post, entrei em pânico ao me lembrar da minha experiência com a amamentação. Sempre achei que por ter o conhecimento técnico e saber da importância dela, amamentaria com muita facilidade meu filho. Ledo engano, a teoria não se aplicou à prática devido a muitos fatores, entre eles, a pressão e a rigidez nos horários das mamadas. Lembro-me como se fosse hoje. Cada pessoa que me visitava na maternidade dava um palpite ou tinha uma dica infalível. "Coma canjica com leite para aumentar o leite; Espere para amamentar, ainda não deu tempo dele sentir fome; Não dê muito colo, ele ficará mal acostumado; Não dê o peito toda hora, você ficará escrava dessa criança; O que você comeu para dar cólica nessa criança?" Com certeza, algumas dessas frases você já deve ter ouvido na sua vida, o que colaborou ainda mais para te confundir. Mas, o que podemos fazer para que esse momento tão importante para construção do vínculo mãe-filho não seja tão traumático? Desmistificando a livre demanda De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o leite materno deve ser oferecido até os 6 meses como o titular da alimentação de um bebê. Depois, ele deve ser mantido, mas aliado com a introdução de novos alimentos, até que a criança complete 2 anos. Há 17 anos, quando meu filho nasceu, se recomendava uma amamentação de 3 em 3 horas. Atualmente, a mais recente cartilha de pediatria publicada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) revisou antigas recomendações sobre cuidados com os bebês. Entre elas, a que talvez mais...
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Adeus papinha? Como o método BLW (Baby-led weaning) pode ajudar na introdução de alimentos na dieta do bebê

No nosso último No Ninho, a mamãe Emanuelle nos contou que aderiu ao BLW (baby-led weaning). Como a técnica vem ganhando cada vez mais adeptos, pedimos para a nossa nutricionista-colunista, Heloísa Tavares, nos contar tudo sobre o assunto! Uma das principais angústias que ouço em minhas consultas é de mães, principalmente as de primeira viagem, que não sabem como fazer a introdução correta de alimentos sólidos na dieta dos seus bebês. Esse tipo de preocupação é bastante pertinente, pois é nessa fase que os hábitos alimentares do bebê se formam, com grande influência na vida adulta do mesmo. Depois de muito pesquisar o método BLW (baby-led weaning), receber testemunhos de mães que já aplicavam o método e por tido uma resposta positiva com meus pacientes e com as minhas sobrinhas, virei a maior fã e entusiasta. Você sabe no que consiste esse método? Entendendo a técnica BLW A expressão em inglês baby-led weaning (BLW) pode parecer bem complicada e causar estranheza quando ouvimos pela primeira vez. Mas de complicada a técnica não tem nada! O método BLW teve o nome criado pela agente de sáude e mãe britânica Gill Repley, e em tradução livre para o português significa DESMAME GUIADO PELO BEBÊ. A ideia fundamental dessa metodologia consiste em oferecer a comida em pedaços para o bebê e permitir que ele se sirva sozinho. Sendo assim, os pais e cuidadores não devem oferecer um prato diferente do que a família habitualmente se serve, tipo papinha para o bebê. Mas, sim, deixar que eles se sentem à mesa, participem das refeições familiares...
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Nada de férias para uma alimentação saudável

Se já não é tarefa fácil controlar a alimentação das crianças em dias comuns, imagina nas férias! Nesse período, as crianças saem de sua rotina e os horários de brincar, dormir e de se alimentar ficam desorganizados e muito mais flexíveis. Afinal, é férias e todos devem aproveitar e descansar! Só que sair totalmente da rotina, pelo menos no quesito alimentação, está longe de ser o mais indicado! Não é por que a criança está de férias que alimentos ricos em gorduras e açúcares devem ser liberados e que os horários das refeições devam ser desrespeitados. Podemos dar férias para nossas obrigações, mas jamais para uma boa alimentação. Normalmente, esquecemos que é nesse período de férias que os pequenos mais brincam, gastam energia e desfrutam do convívio familiar e dos amigos. Portanto, é importante oferecer às crianças uma alimentação rica em vitaminas e nutrientes para fortalecer o organismo e aproveitar a maior disponibilidade de tempo para introduzir novos sabores ao paladar. Foi pensando nisso que preparei algumas dicas simples e práticas para tornar as férias mais saudáveis, sem perder a diversão: A falta de regularidade nos horários das refeições faz com que a criança emende uma refeição na outra e procure por alimentos não saudáveis na hora da fome. O ideal é que a criança coma menos quantidades mais vezes ao dia. Fracionar o dia em 5 refeições, no mínimo, é a melhor saída (café da manhã, lanche 1, almoço, lanche 2 e jantar). No inverno, a vontade de parar de brincar para beber algo é bem menor, mesmo que a criança...
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Alimentos inteligentes para melhorar o desempenho escolar do seu filho

O ano escolar começou de verdade e as provas já estão chegando. Decorar texto, a tabuada, fórmulas matemáticas e datas históricas parecem tarefas difíceis quando a criança, por uma alimentação deficiente e o cansaço do dia a dia, pode apresentar um déficit de memória prejudicando dessa forma seu rendimento escolar. Os alimentos indispensáveis para que o cérebro do seu filho fique mais ativo e que memorize melhor as matérias são alimentos que possuem ômega 3, que é o principal componente das células nervosas e que facilita a comunicação entre as células nervosas (neurônios), melhorando dessa forma a memória. Além desses, as frutas cítricas e ricas em licopeno, também protegem as células nervosas, evitam o esquecimento e facilitam a memorização. Para que seu filho tenha um bom desempenho, listei alimentos que os chamei de Alimentos Inteligentes, que são as principais fontes dessas substâncias: ALIMENTOS SUPER INTELIGENTES SALMÃO Entre as carnes e os pescados, o salmão é uma das maiores fontes de ômega 3. Por isso, tem um grande potencial para melhorar o desempenho cognitivo e o funcionamento do cérebro para gravar informações. CARNE DE FÍGADO Uma das principais fontes de vitamina B12 é a carne de fígado bovino, mas ela também pode ser encontrada em carne de porco, ovos, ostra e leite. A vitamina B12 é um dos compostos indispensáveis para a formação do sangue, o bom desenvolvimento do sistema nervoso e na prevenção de doenças do coração e do cérebro, como o derrame. Tudo isso influencia para uma memória saudável, sem lapsos. Importante salientar que não se pode adicionar...
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O que você NÃO deve falar para as crianças à mesa

Seja como nutricionista, mãe e agora como tia: posso dizer com a maior certeza no mundo que não existe hora mais estressante do que a hora de sentar à mesa com as crianças e fazê-las comerem. Com certeza, essa situação te parece bem familiar. Você tenta, insisti, faz aviãozinho, canta, dança, só falta virar de cabeça para baixo; e seu filho vira a cara para qualquer tipo de alimento. E é ai, nesses momentos mais desgastantes que, no desespero, recorremos às frases de efeito ou até atitudes um pouco mais ameaçadoras que acabam complicando ainda mais a situação. Saiba que o que você diz, muitas vezes de maneira imperativa, para os seus filhos durante as refeições pode influenciar - e muito! - o modo como eles veem e interagem com os alimentos. Para ajudar você nessa batalha e fugir dessas armadilhas que podem comprometer o paladar dos pequenos, selecionei algumas das frases mais faladas erroneamente pelos pais na hora da refeição e tracei estratégias para lidar com a situação da melhor forma. Vamos aos fatos e à ação! Frase 1 : Você não sairá da mesa enquanto não comer tudo que está no seu prato! Existe coisa mais prazerosa para uma mãe ver que seu filho comeu tudo? Será que a quantidade de comida que foi colocada no prato é compatível com as necessidades reais da criança? Geralmente, os pais costumam fazer o prato de acordo com que eles acreditam ser uma quantidade boa, só que essa estratégia pode prejudicar o controle da fome e saciedade e, a longo...
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Açúcar em excesso pode causar hiperatividade em crianças?

  Atualmente, pais e professores compartilham uma suposição comum de que as crianças ficam hiperativas após ingerir doces. Mas será que é verdade? Seja decorando deliciosas mesas em festas de aniversário, seja recheando as merendas ou se espalhando pelas prateleiras do supermercado ou padarias, o açúcar está por todos os lados e fica difícil para os pais controlarem o consumo do mesmo pelos seus filhos. De acordo com os últimos estudos a área, a hipótese que diz que açúcar em grande quantidade pode tomar as crianças hiperativas parece não ser tão confiável. Ela tem muito mais uma base psicológica do que científica, já que é provável que as crianças se tornem hiperativas quando participam de eventos e festas, sabendo que doces e guloseimas serão consumidos sem nenhum tipo de restrição. Isso pode dar aos pais a falsa impressão que a hiperatividade é causada pelos doces. Em excesso, o açúcar realmente faz mal à saúde e pode favorecer a obesidade e o aparecimento de cáries. No entanto, do ponto de vista científico, não há nenhuma relação entre sua ingestão e o comportamento hiperativo nas crianças. Se mesmo assim você ainda ficou na dúvida, o melhor método para solucionar essa dúvida é observação. Se você já notou que depois de cada festinha de aniversário ou comemoração regada a muitos doces seu filho fica incontrolável e subindo pelas paredes, por que não maneirar, então, na quantidade de bolo, chocolate, doces ou sucos industrializados? Essa diminuição no consumo de doces e guloseimas faz bem a saúde de qualquer forma, já que esses alimentos...
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5 alimentos que parecem saudáveis, mas não são

Na hora de preparar o lanche dos pequenos, optamos sempre por oferecer alimentos que parecem ser saudáveis, tais como barrinha de cereais, pão integral e biscoitos integrais, em vez de refrigerantes, bolachas recheadas e salgadinhos. Se você é um desses, seu mundo está a prestes a desmoronar. Muitos alimentos são bem menos saudáveis do que imaginamos! Confira cinco exemplos na lista a seguir e fuja de armadilhas!  1. Barrinha de cereal Muito utilizadas pelos pais na hora de compor o lanche, as barrinhas de cereal, além de serem práticas, são sempre uma boa solução na substituição de bolachas recheadas, doces e chocolates. Atualmente, existem muitas ofertas de barras de cereais no mercado. Existem aquelas que são consideradas adequadas, como as opções sem glúten e sem lactose, que contêm mais oleaginosas e cereais como chia, quinua, amaranto, e ainda aquelas com alto teor proteíco. Mas, muitas barrinhas possuem alto teor de açúcar, gordura saturada, corantes e pouco teor de fibras. Na hora de comprar, preste atenção nas informações nutricionais e na lista de ingredientes que estão na embalagem. Prefira sempre as barrinhas com maior teor de fibras, menos gordura e mais frutas e grãos integrais. Além disso, outra dica é variar, substituindo a barra de cereal por alimentos como frutas frescas, frutas desidratadas (banana, maçã, manga, abacaxi, damasco, uva passa etc) e oleaginosas (castanha-do-Pará, nozes, amêndoas, pistache). 2. Peito de peru O peito de peru, por ser um embutido com baixo teor de gordura, acaba sendo muito escolhido na hora de compor os lanches. O que muitos não sabem é...
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