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No Ninho: Flávia + Camila e Caio

No começo do ano, recebemos uma festinha linda com o tema safari. O aniversariante de um ano era um bebê fofo com olhos azuis de tirarem o fôlego. Não resistimos e logo pedimos para fazer um No Ninho com ele e a mamãe, a Flávia. Para nossa surpresa, o Caio tem uma super irmã, a Camila, de cinco anos. Passamos uma tarde deliciosa na casa da família e batemos o maior papo com esta mãeozona, que nos contou como foi ter o primeiro filho fora do País (a família morava no México), o momento de decidir voltarcomo preparou o primeiro filho para a chegada do segundo, entre várias outras coisas. Vem ler ótimas dicas e ver as fotos lindas que a Carla D’AquiFornecedoresCARLA D’AQUIFotografiaSão Paulo (Capital)Leia mais fez:

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VOCÊ SEMPRE QUIS TER FILHO? “Sempre! Porém, comecei a trabalhar muito cedo e em determinado momento, fui para o México fazer intercâmbio pelo escritório que trabalhava. Lá, conheci meu marido, que também é brasileiro e fazia intercâmbio profissional, e não voltei. Adiamos bastante, mas uma hora percebemos que nossa vida era lá, que não tinha sentido esperar para voltar. E assim veio a Camila.”

FORAM MUITO DIFERENTES AS GESTAÇÕES? “As gestações em si não foram diferentes, em ambos os casos trabalhei até o último dia. Já os partos, completamente diferentes. No parto da Camila, como era a primeira filha e estávamos longe do Brasil e da família, fizemos cursos de tudo, literalmente. Nos preparamos da melhor forma. Tive o parto normal, com a ajuda da doula e foi ótimo. A recuperação foi maravilhosa.”

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“Diante disso, quis seguir o mesmo caminho na hora da chegada do Caio. Porém, a vida prega algumas peças na gente e nem sempre as coisas saem como a gente planeja. No final da gravidez dele, tive um quadro crônico de plaquetopenia (queda de plaqueta) e fui internada às pressas. Acabou sendo uma cesárea com anestesia geral. Passei a primeira noite na semi-UTI e não o vi. Fiquei frustrada, claro, queria ter tido um segundo parto tão lindo como o primeiro, mas acredito que a gente tem que pensar no final do dia. E no final dos dois casos, meus filhos estavam bem e eu com saúde para cuidar deles.”

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COMO FOI TER UM FILHO FORA DO BRASIL? É difícil. Apesar de ter Skype e tudo mais, tem momento que você quer sua mãe, sua família. Mas, por outro lado, une muito mais o casal. Meu marido participou 100% das consultas, compras, dores, dúvidas… Isso ajudou muito a fortalecer nosso casamento. Não tivemos aquele estranhamento que ouvimos de alguns casais com a chegada do bebê. Já com relação ao parto, no México é muito parecido com o Brasil, então não senti muita diferença.”

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A AMAMENTAÇÃO DELES FOI TRANQUILA? “Infelizmente não consegui amamentá-los. Este é outro ponto que a gente fantasia da maternidade, de que vamos sempre amamentar. Sou totalmente à favor, mas em ambos os casos não tive leite. Insistindo muito, consegui chegar até os dois meses, mas sempre com suplemento. E, outra vez, não dá para se frustrar com isso. Acredito que o mágico da amamentação é o momento mãe e filho, e isso tive, independente de dar ou não o peito. Esse carinho não dependeu do meu leite. Hoje, olho para meus filhos e os vejo felizes, sadios e fortes. Realmente não tenho motivos para me frustrar.”

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A VOLTA PARA O BRASIL TEVE RELAÇÃO COM ELA? “Sim, foi puramente emocional! A Camila foi crescendo e foi me dando um aperto de privá-la da convivência com a família, e vice e versa. Era muito doído. Eu e meu marido somos de famílias grandes, e ter primos, tios, avós é maravilhoso. Assim que surgiu uma boa oportunidade profissional para nós, voltamos.”

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E COMO FOI VOLTAR AO TRABALHO? “Sempre tive um ritmo de trabalho muito intenso, daqueles de perder de vista as horas de trabalho. Mas as prioridades mudam muito com a chegada do bebê. Quando a Camila nasceu, tive que olhar para a minha vida e repensa-la, buscar um equilíbrio. Não quis ter filho para não cria-lo. Não achava justo comigo, muito menos com ela. Como não tinha ajuda da minha família por estar no México, conversei com meus chefes e a empresa entendeu o meu lado, aceitando minha proposta de trabalhar meio período. Foi fantástico para mim!”

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Quando foi a vez do Caio, já estava preparada para não conseguir a mesma coisa. Tentei voltar ao trabalho em ritmo normal, mas foi incompatível para o meu estilo de vida e de valores. Acordei um dia e fui conversar com a empresa. Abri o coração e estava disposta a pedir demissão caso não aceitassem o meio período. E não é que eu consegui? Assim como no México, o escritório do Brasil também percebeu que não era justo eu ter que escolher entre a carreira que construí e minha família, ou melhor, a forma que eu queria construir a minha família. Sou muito grata a eles por me darem este voto de confiança.”

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COMO VOCÊ PREPAROU A CAMILA PARA A CHEGADA DO CAIO? ALGUM CONSELHO? Conversamos muito e fizemos ela participar desde o início. Meu obstetra deu duas dicas muito boas, que repasso para as mamães que estão esperando o segundo filho. A primeira é separar alguma coisa que ela queira muito, levar para a maternidade e dizer que foi o bebê quem trouxe para ela.”

“E a segunda, e mais importante, é retirar o bebê do quarto quando o primeiro filho chegar na maternidade. A Camila chegou, conversamos um pouco, brincamos e quando ela estava ansiosa para conhecer o Caio, mandamos trazê-lo. Segundo esse meu médico, é muito traumatizante para a criança entrar no quarto e ver um bebê que ela ainda não conhece mamando no peito da mãe que era só dele até então.”

MAS TEM MOMENTOS DE CIÚMES? “Claro, é normal e natural. O que faço e dá certo aqui em casa é ter momentos só de mãe e filha. Quando tem uma festinha que é para a idade dela, não levo o Caio. Ele ainda não entende tudo muito bem, então dá para fazer deste jeito.”

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QUAL A PARTE MAIS DIFÍCIL DA MATERNIDADE PARA VOCÊ? “Controlar as minhas expectativas em relações a eles. Eu e Camila somos muito diferentes. Sou muito racional, e ela uma sonhadora, próprio da idade. Tenho que me policiar muito para respeitar a personalidade e o momento de vida dela. Minha função é educa-la, mas também entender que ela é diferente de mim. É muito difícil, um trabalho diário.”

ALGUM CONSELHO QUE RECEBEU E SERVIU MUITO? “Olha a maior dica que recebi na vida foi da pediatra mexicana. No momento que saí da maternidade com a Camila, ela me disse: “Você é de uma geração em que ambos os pais querem participar, mas isso só depende de você (mãe). Deixe seu marido participar, mesmo que não seja da forma que você ache melhor. Ainda que seja para errar, deixe ele fazer. Não o recrimine.” E foi o melhor conselho que tive. Aquilo ficou na minha cabeça e apliquei no dia a dia. Hoje, tenho um paizão, um companheiro mesmo. Se a gente poda, a tendência é o pai se afastar mesmo.”

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COMO É A ALIMENTAÇÃO DELES? “Bem natural e regrada. Aqui em casa, não agregamos nem um grãozinho de açúcar e sal. A comida é toda preparada com o próprio sabor. Mas, com bom senso, principalmente no final de semana. Se passeamos demais e não deu tempo de comer a papinha feita em casa, vai a industrializada mesmo. Se não quer jantar porque comeu muito na festinha, tudo bem, não precisa. Acho que precisa ter uma flexibilidade, se não vira um peso.”

QUAIS CRITÉRIOS LEVOU EM CONTA NA HORA DE ESCOLHER O TIPO DE EDUCAÇÃO PARA A CAMILA? “Como ela tem nacionalidade mexicana, brasileira e alemã, tínhamos na cabeça que ela deveria ser criada com a mente bem aberta. Ficamos na dúvida entre uma escola internacional e outra bilíngue. Optamos pela bilíngue em função de dar essa base e fluência exterior, mas com os olhos no Brasil, em uma educação que fosse brasileira na essência.”

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ONDE FEZ OS ENXOVAIS DELES? O QUE USOU MUITO? “Ambos fiz em Orlando. No primeiro, a empolgação é muito maior, claro, mas é sem mistério. Tudo que não tem elástico e com muito botões, você não vai usar. O que mais usei foi o carrinho guarda-chuva da marca Combi. Ele é ótimo, porque se dobra inteiro e vira uma mochila. O hidratante da Eucerin de tampa vermelha também deu super certo. E a Desitin é indiscutível a melhor pomada, nunca ouvi falar em assadura.”

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ALGUMA DICA DE PASSEIO PARA FAZER COM CRIANÇA EM SÃO PAULO? “Tenho a facilidade de ter um super playground aqui no meu prédio. Usamos muito. Já de fim de semana, gosto muito da Companhia do Bicho, que tem teatrinho, animais super bem cuidado, lugar para almoçar e passar o dia.”

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(Fotos: Carla D’AquiFornecedoresCARLA D’AQUIFotografiaSão Paulo (Capital)Leia mais)

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Veja também: A festinha do Caio

E mais: Outra experiência de mãe que teve dois filhos

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