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No Ninho: Emanuelle e Arthur

Aterrissamos no Rio de Janeiro, mais especificamente em Penedo, para conhecermos a história de uma dupla muito divertida: a Emanuelle e o pequeno Arthur, de dez meses. A advogada contou para a gente como foi a gestação longe do marido, a rotina do bebê e algumas escolhas interessantes que fez no percurso, como a companhia de uma doula (mulheres que acompanham gestantes e as auxiliam em todo o processo) e a alimentação BLW – baby led weaning (técnica que incentiva a autonomia do bebê durante as refeições, sem o uso de colheres, papinhas ou mingaus, tudo guiada pelo interesse do bebê nos alimentos).

Os cliques fofos do No Ninho são da fotógrafa carioca Isabel Machado. Dá uma olhada no papo que tivemos!

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A GESTAÇÃO: “A gestação do Arthur, fisiologicamente falando, foi muito tranquila. Não tive enjoos, nem sono em excesso, nem desejos absurdos. Emocionalmente, enfrentei uma maratona. Do terceiro para o quarto mês de gestação, a licença trabalhista que pedi para acompanhar meu marido na transferência dele para o interior do Rio terminou e não aceitaram meu pedido de prorrogação. Tive que voltar sozinha para São Paulo, onde morávamos, o que foi muito duro para nós.”

Era muito triste viver as emoções da gestação longe dele. Enfrentava quatro horas de estrada toda sexta à noite e toda segunda de manhã para poder estar junto do meu marido, dos nossos cachorros, na nossa casa. Tive muito medo de acontecer alguma emergência e não estar perto dele e da minha médica de confiança. Graças a Deus tudo correu bem e, logo que entrei no último mês, tirei férias e vim para casa esperar o Arthur nascer.”

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PREPARAÇÃO PARA O PARTO:Sempre quis parto normal, era uma experiência que fazia questão de vivenciar. Logo que fiquei grávida, como estava longe da minha família, uma das minhas irmãs indicou que eu procurasse uma doula, dizendo que poderia me ajudar com apoio emocional na ausência da minha família. Nunca tinha ouvido falar nesse tipo de profissional e não fazia ideia da diferença que ela faria na minha vida. Acabei encontrando a Sofia Menz, que além de doula é fisioterapeuta, o que foi ótimo já que pude aliar à minha vontade de fazer pilates durante a gestação.”

“As aulas acabaram sendo não só um momento de me exercitar, mas também de tirar todas as dúvidas que surgiam na minha cabeça. Ela é um verdadeiro anjo. Costumo dizer que eu não teria conseguido passar por todo o processo de um parto normal se não fosse por ela. Ela não só me ajudou fisicamente a enfrentar as dificuldades desse momento, ela foi a presença calmante e tranquilizadora que, quando eu estava prestes a desistir, me fez acreditar que eu conseguiria.”

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VOLTA AO TRABALHO:Faz pouco mais de 3 meses e ainda sofro. No primeiro dia que deixei ele na adaptação da creche, chorei sozinha no carro durante quase meia hora. Mas, apesar de ser duro, tem seu lado bom. Ter um tempo só para mim é essencial. Gosto de trabalhar, de me sentir produtiva. Além do mais, a saudade dele torna os dias mais suaves. Situações que antes me estressavam, hoje encaro com mais leveza. Afinal, estou com tanta saudade dele quando chego em casa, que o que eu mais quero é curtir cada momento.”

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A ESCOLHA DA CRECHE: “Na cidade onde moro, não há muitas opções. Levei em conta o tamanho. Escolhi uma pequena, que tinha um clima familiar, afinal, ele passa o dia todo lá, precisa ter uma atmosfera caseira. O que ajudou muito no processo de adaptação foi a tática que sempre adotamos de deixar o Arthur no colo dos outros. Desde pequeno, ele foi acostumado ao colo das visitas, amigos e familiares, o que o tornou muito sociável.”

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ROTINA DO ARTHUR: “Começa cedo. Ele mama por volta das 6h e volta a dormir mais um pouco, nesse momento aproveito para me arrumar. Ele fica na creche das 8h às 17h, quando vou buscá-lo. Voltamos para casa e faço o jantar para ele – geralmente aproveito os finais de semana para deixar várias porções pré-prontas e congeladas, o que facilita muito o dia a dia. Depois do jantar, e até a hora de dormir, é o momento que tenho de curtir ele, brincar, fazer bagunça, observar as habilidades que ele anda desenvolvendo.”

“Estamos na fase dos primeiros passinhos. É uma delícia. Cada dia uma coisa nova. Depois do banho, ele mama de novo e acaba dormindo no meu colo. Várias vezes acabo cochilando junto, sentada na poltrona. Sei que dizem que isso não é bom, que deixa o bebê mal acostumado, mas eu adoro.”

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ROTINA DO SONO: “O Arthur tem fases. Logo no primeiro mês de vida, dormia de 6 a 8 horas seguidas. Durou mais ou menos 1 mês. Depois passou por uma fase difícil, em que acordava várias vezes durante a madrugada. E aí estabilizou acordando apenas 1 vez para mamar. Nas últimas semanas ele vem dormindo super bem, parou de pedir a mamada e passou a dormir direto várias noites.

“Li muito sobre rotina do sono, várias dicas do que fazer e não fazer, mas acabei optando por deixá-lo me ditar o ritmo. Pensava que o dia que ele estivesse pronto, ele me mostraria. E foi o que aconteceu. Certa noite, fui tirar ele chorando do berço e ele acalmou e voltou a dormir no momento em que eu o peguei no colo, sem precisar mamar. Dali pra frente, ele simplesmente parou de pedir. Cada bebê é único e tem seu próprio tempo, quanto mais pudermos respeitar o seu ritmo melhor.”

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A ALIMENTAÇÃO DO ARTHUR: “Graças a Deus a introdução alimentar dele foi extremamente tranquila. Quando fui começar a dar sólidos, resolvi apostar na técnica do BLW – baby led weaning (A comida é oferecida picada, em formas e tamanhos que eles sejam capazes de segurá-la com as mãos e levá-la à boca. Assim, a criança vai comer o que quiser e na velocidade que quiser).

O Arthur se adaptou super bem e come tudo que é dado para ele. Faz uma sujeira danada, mas acho a coisa mais linda vê-lo comendo com as próprias mãos. Tem muita mãe que tem medo do engasgo, mas uma vez vi uma frase ótima do pediatra espanhol Dr. Carlos González, ele diz “engasgar faz parte do processo de aprender a comer, assim como cair faz parte de aprender a andar”. O Arthur nunca teve nenhum engasgo sério, ele aprendeu rapidinho a colocar a comida para fora.

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DIFICULDADE DO DIA A DIA: “Hoje, a maior complicação que temos na rotina do Arthur são os problemas de saúde. Depois que ele entrou na creche, não teve jeito, foi gripe atrás de gripe, resfriado, virose… É normal, não tem o que fazer além de ter paciência e cuidado extra. Mas sempre atrapalha a rotina do bebê. Altera o sono, o humor, o apetite.”

A MANU ANTES E DEPOIS DO ARTHUR: “Sempre fui muito ansiosa, controladora e de pavio um pouco curto. Tenho aprendido com a maternidade a exercitar a paciência diariamente, a ver a beleza no caos e que largar a direção e perder o controle de vez em quando é saudável.”

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VALORES DE FAMÍLIA: “Aprendi muito com a minha mãe a ter garra. Sempre a vi como uma mulher guerreira, que fez e faz o possível e o impossível pelas filhas. Tivemos muita dificuldade financeira durante a minha adolescência e ela se virou como pode para lidar com a situação. Se alguma vez ela enfraqueceu, ela jamais me demonstrou.”

“Com ela também aprendi muito sobre apoio. Sempre me deixou livre para escolher ser quem ou o que eu quisesse. Quero que o Arthur se sinta livre assim, que ele cresça sabendo que sempre estarei lá para apoiá-lo e ajudá-lo no que eu puder, independentemente das escolhas dele.”

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ENXOVAL: “Fui muito abençoada. O Arthur acabou herdando muita coisa do meu sobrinho, o Marco. Cada vez que vou para Floripa, volto com uma sacola cheia de coisas que já não servem mais no Marco para o Arthur usar. Minha mãe é uma costureira de mão cheia e fez todo o enxoval do Arthur. Dos panos de boca ao kit berço, passando por almofadas, trocador, toalhas…”

“Uma dica que posso dar para as mães que estão planejando o enxoval dos seus bebês é: praticidade. Tem muita coisa linda no universo dos bebês, mas inútil. A rotina diária com eles requer praticidade, coisas que facilitem e tornem as tarefas do dia a dia mais simples e prazerosas.”

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O QUE USOU MUITO E O QUE NÃO USOU NUNCA:O que usei muito: mantas de algodão. Nos primeiros meses o Arthur vivia embrulhado nessas mantas, como um ‘charutinho’. Acalmava qualquer crise de choro que ele tivesse e ele dormia melhor assim. Não saía de casa sem uma manta dessas na bolsa e tinha sempre uma à mão dentro de casa.”

O que nunca – ou quase nunca – usei, por incrível que pareça, a babá eletrônica. No primeiro mês de vida do Arthur até instalamos ela, mas aí nós mudamos de casa e acabamos deixando ela de lado. Nosso quarto fica colado no dele e eu escuto até uma respiração diferente.”

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SEU PRODUTO FAVORITO:Sem dúvida nenhuma o sling! Não consigo me imaginar sendo mãe sem esse ‘pedaço de pano’. Costumava colocar o Arthur de manhã cedo no sling e levar os cachorros para passear, um hábito que mantive durante toda a licença maternidade. Nos primeiros meses, bastava colocar ele no sling que ele adormecia.”

QUERIDINHO DA FARMÁCIA: “Uso muito o óleo para assadura Dersani Baby. Foi uma recomendação da pediatra e acho excelente, não só porque trata muito bem assaduras, mas porque é prático de carregar na bolsa e não fica grudento na pele como a maioria das pomadas.”

UMA BOA PROGRAMAÇÃO PARA FAZER NO FIM DE SEMANA: “Gosto muito de levar o Arthur para passear ao ar livre, fazer piquenique, brincar na areia e na grama.. Fora isso, em casa, ele adora brincar na rede. Temos uma brincadeira em que eu embalo a rede bem alto fazendo um suspense antes de soltar e ele adora, se acaba de dar gargalhadas. Gosto de ficar com ele lá até ele adormecer no meu peito. É um dos meus momentos preferidos com ele!”

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Fotos: Isabel Machado

1 comentário

  1. Danielle Pires 20 de agosto de 2015

    Manu, adorei a entrevista! Vcs estão lindos…

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