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Diga não aos corantes artificiais na alimentação do seu filho

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Atualmente, falar em uma alimentação isenta de corantes é bem difícil, já que são adicionados à grande parte dos alimentos. Você, em algum momento, já parou para pensar na quantidade de corantes artificiais que seu filho ingere por dia? O número pode ser assustador já que estão presentes: em balas, refrigerantes, sucos artificias, bolachas, biscoitos, cereais, gelatinas e muitos outros alimentos. Afinal, será que essas substâncias podem fazer mal à saúde das crianças?

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  • Entendendo o que tem por trás da cor dos alimentos

Os corantes artificiais são substâncias que quando adicionadas a um alimento, têm a finalidade de modificar sua cor ou acentuar a que ele possui. Estão presentes em muitos alimentos de origem industrializada como: biscoitos, sorvetes, bolos, massas e bebidas. A indústria alimentícia visando atingir com maior impacto o público infantil, busca de uma maneira bem ostensiva desenvolver produtos com aparência idêntica aos naturais, de modo que, aos olhos do consumidor, tornem-se extremamente atrativos e facilmente aceitáveis na hora da compra.

  • Corante Artificial

Esse tipo de corante é obtido a partir de produtos químicos e conferem maior durabilidade aos alimentos. Não possuem nenhum valor nutricional e servem apenas para colorir e dar uma melhor aparência aos alimentos que ou não tem cor ou a perde durante o processo de fabricação.

Quando ingeridos em excesso ou mesmo em pequenas quantidades, a longo prazo, podem desencadear reações alérgicas, dificuldades respiratórias, irritações gástricas, problemas de pele, hiperatividade e câncer. Um exemplo é o uso de corante em gelatina, sucos e refrigerantes sabor fruta. Estes não seriam nada atrativos se não tivessem o seu aspecto colorido e chamativo.

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  • Corante natural

É obtido de tubérculos, plantas, animais e minérios. São saudáveis, porém, podem conferir um cheiro e um sabor mais forte ao alimento; e por serem mais vulneráveis a luz diminuem a vida útil do produto. Exemplos: extrato de beterraba, extrato de espinafre, cúrcuma e tinta de lula

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  • Leia os rótulos dos alimentos

Uma alimentação isenta de conservantes nos dias de hoje é bem difícil, já que são adicionados à grande parte dos alimentos industrializados que consumimos. Mas, como pais e responsáveis temos o dever de oferecer aos pequenos alimentos isentos ou com menor quantidade de corantes.

De acordo com o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) a legislação brasileira em relação aos corantes alimentícios é mais permissiva que a dos Estados Unidos, Áustria e Nuruega. Tanto que muitas substâncias aqui utilizadas são proibidas nesses países. Portanto, a leitura dos rótulos dos alimentos se torna uma ação imprescindível, a fim de se evitar o consumo indevido dos corantes alimentares como Amarelo crepúsculo, Amaranto ou Vermelho Bordeaux e Amarelo Tartazina. No site do Idec é possível encontrar alertas sobre os cuidados com a presença de corantes nos alimentos:

CORANTEPODE PROVOCAR
Amarelo crepúsculoReações anafilactoides, angioedema, choque anafilático, vasculite e púrpura. Reação cruzada com paracetamol, ácido acetilsalicílico, benzoato de sódio (conservante) e outros corantes azoicos como a tartrazina. Pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. Banido na Finlândia e Noruega
Amarelo quinolinaSuspeito de causar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio
Amarelo tartrazinaReações alérgicas como asma, bronquite, rinite, náusea, broncoespasmo, urticária, eczema, dor de cabeça, eosinofilia e inibição da agregação plaquetária à semelhança dos salicilatos. Insônia em crianças associada à falta de concentração e impulsividade. Reação alérgica cruzada com salicilatos (ácido acetilsalisílico), hipercinesia em pacientes hiperativos. Pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. No Brasil, nos EUA e na Inglaterra seu uso deve ser indicado nos rótulos
Azul brilhanteIrritações cutâneas e constrição brônquica, quando associado a outros corantes. Banido na Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Noruega, Suécia e Suíça
Vermelho 40Pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. Banido na Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Dinamarca, Suécia e Suíça
Vermelho ponceau 4RRelacionado a anemia e doenças renais, associado a falta de concentração e impulsividade e pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. Banido nos EUA e na Finlândia
Vermelho eritrosinaSuspeito de causar câncer de tireoide em ratos. Banido nos EUA e na Noruega
Vermelho BordeauxCrises asmáticas e eczemas. Banido nos EUA, na Áustria, Noruega e Rússia
  • Dica da nutricionista

Com tanto apelo da indústria alimentícia, hoje em dia fica muito difícil para os pais cortarem da alimentação das crianças. Acredito que o radicalismo não funciona quando o assunto é alimentação infantil. Doces, guloseimas, gelatina, iogurtes podem ser liberados, porém, sem excessos. A cor na alimentação pode ser obtida através de alimentos naturais. Um prato com beterraba, cenoura, ervilhas, milho, tomate, arroz, feijão, batatas, montado de forma divertida, é atrativo e saudável. Ao invés dos cereais coloridos, um natural com pedaços de kiwi, morango, manga, uva. Se usarmos a criatividade, é possível, sim, reduzir significativamente o consumo de corantes da alimentação infantil.

(Fotos: Reprodução)

Heloísa Tavares é nutricionista graduada pelo Centro Universitário São Camilo, especialista em pediatria clínica pelo Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP, graduada em pedagogia na Faculdade de Educação da USP e atua há mais de 10 anos em consultório junto à Clínica Len de Pediatria. Contato: helotavares@terra.com.br.

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