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Enxoval herdado

CONFISSOES-DE-MAE

Olá, mamães!

Quando descobri que estava esperando uma menina, na minha primeira gravidez, liguei vibrando para a minha melhor amiga, Claudia, que já era mãe de uma menina. Na hora ela me disse “Vou te dar tudo da Bella!”.

Fiquei lisonjeada! A minha amiga tem um super bom gosto, comprou coisas lindas para a filha dela e foi uma oferta muito carinhosa! Ela tinha muitas roupinhas que a Bella não havia nem usado, ou usado apenas uma vez, o berço era lindo, o Stokke estava praticamente novo e mais alguns itens do enxoval que estavam em ótimo estado…

O presente foi maravilhoso, mas como a lista do enxoval é enorme, também tive que comprar muitos itens – e não resisti às roupinhas lindas que vi por Paris (acabei não conseguindo ir para Miami, mas tive que ir a Paris a trabalho durante a gravidez).

enxoval-de-bebe-herdado

Foto: Reprodução

Conversando com uma outra amiga, comentei sobre o presentão da Cláudia, e o comentário dela foi “Tem certeza que você vai querer coisa usada? Ah, sei lá… coisa usada vem com a energia da pessoa… Quando eu tiver um filho vou comprar tudo novo!” Para a minha surpresa, outras amigas também torceram o nariz para a ideia de enxoval herdado.

Bom, como sempre adorei brechós e antiquários, já cansei de ouvir de gente que não gosta de brechós e antiquários essa história de energia que vem com a roupa ou objeto….! Mas se o enxoval da Bella viesse com a energia dela, de uma criança linda, feliz, pura, eu ficaria ainda mais feliz!! Não poderia haver energia melhor!!

Acho tão engraçado que algumas pessoas tenham tamanha objeção à ideia de ter coisas usadas para bebês e crianças…! Existe uma preocupação com higiene que eu até posso entender (mesmo não concordando, porque tudo pode ser lavado e higienizado antes do uso…!), mas, mais do que isso, percebo que algumas pessoas sentem vergonha mesmo de aceitar, como se estivessem passando um recibo de que não podem comprar tudo novo, aquela coisa do “o que vão pensar?”.

Quando eu era criança, herdava tanta coisa! Era roupa de irmã, de prima, às vezes até de primo! Brinquedo também era passado adiante. Nas férias, a gente se reunia na fazenda dos meus avós e todas as tias levavam o que não servia mais nos filhos e começava o troca-troca. Às vezes, a gente não queria ganhar, tinha coisas de primas mais velhas que eu não via a hora de não servir mais nelas… me lembro com saudades das malas abertas e da criançada experimentando as coisas!

Não vejo nada errado em querer comprar tudo novo quando se está esperando um filho. Mas também não entendo qual é o problema de herdar (uma parte do) enxoval – principalmente quando a herança vem de uma pessoa tão querida!

Em casa, a tradição continua… o meu caçula herdou – e ainda herda – muita coisa da mais velha! E quando a minha irmã engravidar, pretendo dar para ela tudo o que ainda estiver legal! Junto com as peças, irá o meu amor por ela!

Malu é mãe de um casal de “anjinhos sapecas”: uma menina de 4 anos e um menino de 2. Como muitas outras mães, tem que se desdobrar em mil para cuidar do trabalho, da casa, do marido e dos filhos. Aqui, ela divide suas experiências e descobertas do mundo da maternidade – sempre com honestidade e bom-humor, mas sem se levar tão a sério.

6 Comentários

  1. Fabi 6 de agosto de 2014

    Cons, fato. Herdei e amei, fui doar o do Emanuel, minha amiga torceu o nariz. Fiquei chateada, coisas lindas e novas. Anfan, o aite está ótimo! beijos!

  2. Juliana Aguiar 6 de agosto de 2014

    Acho o máximo esta atitude, porque não herdar um enxoval ou qualquer outra coisa que seja??? Não vejo mal nenhum nisso pelo contrário em tempos de sustentabilidade essa é uma das melhores formas de economizar energia, combustível. Outra coisa bacana que faço é vender algumas peças interessantes em redes sociais, tem muita gente que compra um produto praticamente sem uso pela metade do preço do novo e fica em felicidade plena!!!

  3. Carolina Zanchetta 6 de agosto de 2014

    Malu, não tenho filhos mas vivo até hoje o hábito de herdar. Herdei roupas da minha prima, passei para minhas irmãs e recentemente até para minha afilhada. Hoje herdo roupas da minha mãe e assim vai.
    Creio que nos dias atuais tem reinado um verdadeiro “consumismo desmedido”.
    Qual o problema em herdar coisas que vieram do amor? Dizer que é para não herdar “energias negativas” é desculpa esfarrapada!
    E viva o consumo consciente!
    Parabéns pelo texto!

  4. Etel Monteiro 27 de agosto de 2014

    Essa história de não comprar em brechó é coisa de gente antiga que tinha medo de comprar coisas de pessoas mortas.

    Mas antigamente, mais do que hoje as roupinhas e peças de família eram passadas de irmão para irmão, primo, vizinho… todo mundo. Venho de uma família tradicional que as coisinhas são justamente guardadas para serem reutilizadas pelos demais parentes. É lindo e cheio de amor.
    Eu mesma usei o mesmo tecido do vestido de 1ª eucaristia da minha mãe na minha eucaristia. Meu berço foi usado por mais outros 3 primos e a última prima que usou acabou quebrando ele e foi doado para um instituição usar depois do conserto.

    Acho bobeira e crendice essa história de não passar para frente, não reutilizar. A vida é tão bonita e tão cheia de maravilhas para ficar se apegando em roupa nova!

  5. Isa 9 de fevereiro de 2015

    Pois eu fiquei foi impressionada porque uma grande amiga minha, riquíssima (vale salientar), não me ofereceu absolutamente nada do filho dela ao saber que eu também iria ter um menino. Eu terei o maior prazer de repassar as coisas do meu bebê que valerem à pena.

  6. Claudia 10 de julho de 2015

    Amo herdar as coisas! Meu primeiro filho herdou coisas lindas dos primos! Acho uma tradição linda. Hj estou grávida do meu segundo menininho e ele herdou quase tudo do irmão mais velho. Isso me enche de alegria!

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