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Diabetes na infância

No Dia Mundial de Combate ao Diabetes (14/11), o Dr. Luis Eduardo Caliari, endocrinologista infantil do Hospital e Maternidade São Luiz, fala sobre diabetes na infância:

diabetes infantil

O diabetes é uma doença caracterizada pelo alto índice de açúcar no sangue, que se dá por alimentação inadequada, obesidade, sedentarismo ou pela inutilização do pâncreas, que impede a produção de insulina pelo organismo. A doença, que segundo o Ministério da Saúde afeta 246 milhões de pessoas no mundo, vem se mostrando cada vez mais presente nas crianças. Segundo o Dr. Luis Eduardo Caliari, “os pais precisam ficar atentos aos sintomas de diabetes na infância, pois se o diabetes não for identificado em até três semanas, fica muito mais difícil controlar a doença”.

Diabetes tipo 1

A Federação Internacional de Diabetes (IDF) estima que há crescimento de 3% ao ano no número de crianças em idade pré-escolar com diabetes tipo 1, o mais comum na infância, que tem como consequência a perda total ou quase total de insulina. “A criança tende a desidratar, beber muita água, perder peso rapidamente e urinar muito. Com esses sintomas, é de extrema importância levar a criança ao pronto socorro. Infelizmente, o tratamento costuma ser iniciado tardiamente, já que os pais não pensam na possibilidade de diabetes”, alerta o especialista.

Não há como prevenir o diabetes tipo 1, já que essa variação pode ter um caráter genético, mesmo que não existam familiares com esse histórico. Como não existe relação alguma com a alimentação ou outros hábitos da criança, costuma ser desencadeada por um componente ambiental, como o contato com algum tipo de vírus. O tratamento se inicia com restrição de açúcares, sendo necessária a medicação diária com insulina.

Diabetes tipo 2

O diabetes tipo 2, antes relatado como uma doença de adulto, pode ser evitado, pois está relacionado à obesidade. “O pâncreas não consegue controlar os níveis de açúcar no organismo. A criança começa a ganhar peso e há aumento de glicemia. Sem o devido tratamento, esse quadro pode acarretar doenças renais e até mesmo perda total da visão”, explica o endocrinologista. O ideal é evitar o consumo de gorduras, doces e refrigerantes, mas não cortá-los da alimentação da criança, mostrando que ela pode comer de tudo, mas sempre com moderação.

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