Cuidados com a pele e o cabelo das crianças no verão

14 de fevereiro de 2012

No carnaval, muitas famílias vão viajar para a praia e as crianças, invariavelmente, ficam expostas ao sol. Mas você sabia que o filtro solar não é suficiente para proteger a pele da sua criança?

Dr. Marcelo Reibscheid, pediatra do Hospital São Luiz, diz que o uso de bonés e chapéus é tão importante quanto repetir a aplicação do protetor toda vez que a criança sai da água. Os acessórios também servem como protetor não só da pele, mas também dos cabelos, evitando que fiquem muito danificados. Lavar bem a cabeça da criança com xampu neutro logo após a ida à praia ou piscina também ajuda. “É preciso cuidar da higiene pós-sol, para tirar o cloro ou resíduos do mar do corpo e dos cabelos”. Se a criança for passar um dia inteiro entre água e areia, um banho na hora do almoço e outro ao final da tarde é o mais indicado.

O sol e o bebê

Com crianças de menos de um ano, todo cuidado é pouco. “Eu não libero os pais para levarem as crianças com menos de um ano para a praia ou piscina. Se eles forem mesmo assim, é importante deixá-las até mesmo com roupa”, diz o pediatra. Proteger a pele das crianças com uma camiseta mais larguinha é o ideal, e os pais devem se ater aos horários em que o sol está mais fraco. “Somente entre oito e dez da manhã, ou depois das quatro da tarde”, alerta Reibscheid. O bebê não deve passar mais do que 20 minutos ao sol. Como não é recomendado o uso do protetor, os pais devem abusar do guarda-sol e deixar a criança bem hidratada.

Insolação: cuidado

Se a criança volta para casa ardida de sol, não adianta passar pasta de dente para ver se melhora. O melhor mesmo é passar compressas de soro fisiológico ou de água fria. Alguns especialistas recomendam também um banho com chá de camomila. No entanto, de acordo com Reibscheid, os pais devem estar sempre atentos a sinais de desidratação. “Se ela ficar avermelhada, dolorida, sonolenta e até vomitar, é preciso deixá-la descansar e usar alguma loção calmante para a pele”. Se os sintomas forem mais fortes e preocupantes, um médico deve ser procurado.

Alergias de verão

A areia da praia ou a água tratada quimicamente da piscina são ótimos gatilhos de alergia para crianças. Se houver reação alérgica, os pais devem tirar os resíduos da pele infantil com água doce – sem sabão, somente água. É importante procurar praias limpas, sem animais ou lixo ao redor. Se a dermatite não passar, buscar um médico é a melhor solução. Às crianças maiores, o uso moderado de repelentes pode ser preciso para evitar picadas. Para as alérgicas, os repelentes à base de citronela podem ajudar. Secar os pezinhos assim que voltarem para casa é importante, para evitar o aparecimento de frieiras.

Cabelos maltratados

Muitas crianças ficam com os cabelos verdes após passar alguns dias na piscina. Segundo Reibscheid, não há com o que se preocupar. “A água da piscina tem componentes químicos que podem deixar o cabelo verde, sim, mas se os pais fizerem a higiene bem feita assim que a criança chegar em casa, o verde sai”. Se não no primeiro dia, pouco tempo depois os cabelos da criança já voltarão ao normal.

Por: Constance Zahn

A hora de tirar a chupeta

3 de fevereiro de 2012

Tirar a chupeta é uma tarefa difícil, porém o uso prolongado dela não significa somente um futuro problema ortodôntico (alteração da arcada dentária), mas  uma série de outras coisas. Ao retirá-la no momento certo, diminuem as chances de flacidez na musculatura facial, de uma futura respiração bucal, entre outros problemas, e dá à criança a oportunidade de superação, mostrando-a seu potencial para o desenvolvimento e autonomia.

Sabendo do desafio que é tirar a chupeta, pedimos orientações para um pediatra, uma psicanalista e uma fonoaudióloga sobre o momento certo e como passar por isso sem maiores traumas para a criança.

O momento certo de tirar a chupeta

Dr. Cláudio Len (Pediatra): ”É importante analisar cada caso, não coloco uma data limite para isso, mas de um modo geral, procuro tirar antes que a criança tenha alterações ortodônticas ou antes dos três anos.”

Elaine S. Cardin (Psicanalista): “Em primeiro lugar, é relevante lembrarmos que uma criança é única e tem uma história particular de vida já ao nascer, isto é, a forma como foi concebida, gestada, gerada, físico e emocionalmente.  Esse já é o princípio dessa história particular e íntima.

A chupeta é considerada pelo psicanalista um “objeto transicional”, um substituto temporário do seio, que à alimenta físico e emocionalmente. Portanto é um objeto que ocupa o lugar de uma presença materna enquanto esta ausenta-se.

Na individualidade de cada bebê, a chupeta pode representar à mãe que o acalenta ou a mãe que não corresponde às suas necessidades. Isso permeia toda a relação da criança com a chupeta.

O momento “certo” de retirada da chupeta é o momento em que a mãe presente e intuitiva percebe que esse bebê (criança), já à reconhece. Esse bebê já está aguentando algumas frustações. Num desnvolvimento normal, essa etapa acontece entre dois há três anos. Nessa fase, a criança já conquistou alguma autonomia na comunicação e na locomoção, isto é, já pode buscar outros “objetos transicionais”, normalmente encontrados no brincar. O importante é não considerar “patológico” o fato de algumas crianças prolongarem esta fase.”

Carolina Sanches Garcia Melo (Fonoaudióloga): “O momento certa para a retirada da chupeta é por volta dos 2 anos de idade, podendo considerar como um período de transição para a criança, já que ela está deixando as fraldas. É importante que ela seja incentivada pela família.”

Dicas para as mães

Dr. Cláudio Len (Pediatra): ”A dica é tornar o processo o mais natural possível, fazer reforços positivos explicando para a criança o porquê daquela decisão. A mãe tem de tomar a decisão, estipular um prazo, tentar segui-lo e, o mais importante, não voltar atrás na decisão.

Já minha orientação pessoal é: respeitar a criança como indivíduo. Uma boa opção é oferecer uma troca. Ela lhe dá a chupeta e em troca você a presenteia com um passeio ou algo que ela queira muito. Será normal ela querer voltar atrás depois de efetivado o combinado, mas siga firme.

Como as crianças não gostam de se desfazerem dos hábitos, durante os próximos três dias, elas precisarão de apoio emocional, ou seja, os pais mais presentes do que nunca.

Outra dica é: não faça muitas mudanças ao mesmo tempo, não tire a chupeta e ao mesmo tempo mude-a de escola, uma viajem não é o momento certo para isso.”

Elaine S. Cardin (Psicanalista): Perceber se o estado de “autonomia” realmente está conquistado por sua criança. Estimular, antes da retirada da chupeta, essa autonomia através do incentivo à fala, ao andar e principalmente ao brincar.

Observar se não é um momento de muita ansiedade, como a chegada de um irmãozinho ou alguma situação de ângustia familiar, além da saúde física .

A retirada da chupeta deve ser sentida pela criança como uma conquista e não uma “castração” ou punição. É uma passagem que pode ser sentida como “eu posso!” ou ” já sou grande!”. Claro que a sensação de angústia é inevitável. E os pais que aguentam firme, mostram ao filho que ele tem condições de superar etapas.

Carolina Sanches Garcia Melo (Fonoaudióloga): Algumas dicas que eu, fonoaudiológa, passo para meus pacientes são:

- Reduzir aos poucos o uso da chupeta;
- Utilizar somente à noite;
- Criar hábitos, ou seja, só pegará a chupeta quando estiver no berço ou cama;
- Tentar distrair a criança com brincadeiras ou jogos durante o dia;
- Não deixar a chupeta à mostra;
- Ter muita paciência e jogo de cintura;
- E por fim, reforçar cada vez mais a importância de largar a chupeta.

* Mas gostaríamos de saber como foi essa experiência para vocês! Quem está passando por isso? Quem já passou? Como foi? Que dicas vocês podem dar para as outras mães? 

Por: Giovanna Assef

Cuidados com o cabelo na gestação

31 de janeiro de 2012

A mulher brasileira é conhecida por adorar e cuidar muito bem de seus cabelos! Mas como ficam as madeixas quando chega a gravidez? É permitido pintar os cabelos? Fazer luzes? E a progressiva?

Conversarmos com a Drª Samar Harati, dermatologista do Hospital São Luiz, para tirar as principais dúvidas em relação aos cabelos durante a gestação. Ela conta quais são os cuidados que a gestante deve tomar. A boa notícia? A vaidade não precisa ficar totalmente de lado.

PRIMEIROS 3 MESES DE GESTAÇÃO

“É contraindicado qualquer tipo de produto químico no cabelo, pois é nesse período em que se dá a formação do embrião.”

DEPOIS DE 3 MESES

“A partir do terceiro mês, liberamos as tinturas que não contenham dióxido de chumbo nem óxido de titânio. Autorizamos também as mamães a fazerem luzes e reflexos nos cabelos, além do shampoo tonalizante.”

PROIBIDOS DURANTE TODA A GESTAÇÃO

Progressiva, todos os tipos de tratamentos que contenham formol e alisamentos definitivos são proibidos durante toda a gestação. Esses tratamentos são proibidos, pois essas substâncias são agressivas, podendo ter absorção sistêmica.”

O CABELO DURANTE A GESTAÇÃO

“Os fios ficam mais bonitos devido ao aumento de hormônios, fator normal durante a gravidez. É a época em que as mulheres ficam mais satisfeitas com seus cabelos.”

* A Drª Samar Harati lembra ainda que após o parto é natural que aconteça uma queda brusca dos fios. Mas é importante a mulher prestar atenção e procurar um dermatologista em busca de tratamento antes de se auto-medicar com qualquer tipo de vitamina especial ou remédio!

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Por: Giovanna Assef