Terrible Two: a fase da negação

16 de fevereiro de 2012

As mamães já devem ter escutado esse termo, mas para as que ainda não sabem do que se trata, o terrible two, como o próprio nome sugere, é o termo usado em inglês para denominar a fase dos dois anos, algumas vezes um pouco conturbada. Pedimos a opinião da pedagoga pós-graduada em psicopedagogia e especialista em educação infantil,  Érica Alessandra Muniz, e da psicóloga, Mariangela Silva, sobre essa fase para que ninguém se assuste com a “transformação” dos anjinhos em casa.

TERRIBLE TWO: ENTENDENDO O QUE É

É a fase em que a criança passa de extremos em minutos, se torna possessiva e mandona, faz mal criações e possui um imenso sentimento de frustração. Essas características são desenvolvidas nesse momento, pois os pequeninos começam a ter noção das escolhas que lhes cercam e que não necessariamente precisam concordar com tudo aquilo que lhes é ordenado pelos adultos. Além de se sentirem no direito de tomar decisões por si próprios, e opinar em tudo o que lhes é imposto.

TERRIBLE TWO: COMO LIDAR?

Opinião da Pedagoga:

“Cada criança (ser humano) é único. Sabemos  que não nos diferenciamos apenas pelas características físicas, mas no decorrer da vida, através das fases, construimos a nossa própria personalidade e isso ocorre por volta dos seis anos de idade. A família  estruturada é a base da boa educação e tudo vai depender de como os responsáveis conduzem os conflitos e as frustações da criança.

Temos crianças que passam tranquilamente por essas fases sem apresentar nenhuma mudança de comportamento, porém quando acontece ao contrário, pode acreditar que ela está pedindo socorro. Principalmente nesse início de vida é de fundamental importância que os responsáveis estabeleçam os famosos “limites”, pois eles fazem toda a diferença na vida da criança. Se desde cedo forem educados com princípios e valores, os pais terão tranquilidade para orientá-los em todas as outras fases da vida.”

Opinião da Psicóloga:

“A maior parte das crianças passa por essa fase do NÃO entre um e dois anos e meio de idade. A criança inicia balançando a cabecinha como sinal de não e depois de um tempinho já é capaz de verbalizar essa fala, e aí é NÃO para tudo.

Parece desafiar a autoridade dos pais e essas negociações entre pais e filhos muitas vezes acabam em birra, que não é nada mais do que uma oposição ativa. Esses “nãos” acontecem ou porque os pais querem que a criança faça uma coisa, como por exemplo tomar banho e ela não quer, ou porque elas querem fazer algo contrário ao que os pais deixam (assistir TV), enfim, as birras podem acontecer de diversas maneiras.

Essa situação é muito frequente, então os pais não devem se apavorar! O importante é saber lidar com a birra, sempre ficarem atentos e não acharem que falar “sim” é sinônimo de ser um bom pai. É dever dos pais falarem o NÃO, mesmo que para isso eles tenham  que enfrentar uma birra ou um rostinho bravo, pois desta maneira eles estarão educando seus filhos, ensinando-os a perder as coisas, aceitar frustrações e lidar com limites. Uma criança que não aprende a lidar com limites e frustrações futuramente terá muita dificuldade em viver num mundo que exige tantas limitações e consequentemente se tornará um indivíduo com dificuldades em enfrentar problemas e desafios que a vida impõe.”

* Alguma de vocês está passando por essa fase em casa? 

Mala de viagem no verão

15 de fevereiro de 2012

Falando em sol e verão, como muitas famílias vão para a praia no carnaval, montamos uma “malinha” para a viagem:

1. Protetor solar infantil FPS 60: La Roche Posay | 2. Mala de nylon impermeável: BL Baby | 3. Fralda para piscina: Huggies | 4. Calçolinha e chapéu: VIC | 5. Havaianas bebê branca: Havaianas | 6. Sunga: Bebê Boutique | 7. Havaianas bebê azul: Submarino | 8. Kit brinquedos areia: Ri Happy | 9. Bóia: Americanas

Cuidados com a pele e o cabelo das crianças no verão

14 de fevereiro de 2012

No carnaval, muitas famílias vão viajar para a praia e as crianças, invariavelmente, ficam expostas ao sol. Mas você sabia que o filtro solar não é suficiente para proteger a pele da sua criança?

Dr. Marcelo Reibscheid, pediatra do Hospital São Luiz, diz que o uso de bonés e chapéus é tão importante quanto repetir a aplicação do protetor toda vez que a criança sai da água. Os acessórios também servem como protetor não só da pele, mas também dos cabelos, evitando que fiquem muito danificados. Lavar bem a cabeça da criança com xampu neutro logo após a ida à praia ou piscina também ajuda. “É preciso cuidar da higiene pós-sol, para tirar o cloro ou resíduos do mar do corpo e dos cabelos”. Se a criança for passar um dia inteiro entre água e areia, um banho na hora do almoço e outro ao final da tarde é o mais indicado.

O sol e o bebê

Com crianças de menos de um ano, todo cuidado é pouco. “Eu não libero os pais para levarem as crianças com menos de um ano para a praia ou piscina. Se eles forem mesmo assim, é importante deixá-las até mesmo com roupa”, diz o pediatra. Proteger a pele das crianças com uma camiseta mais larguinha é o ideal, e os pais devem se ater aos horários em que o sol está mais fraco. “Somente entre oito e dez da manhã, ou depois das quatro da tarde”, alerta Reibscheid. O bebê não deve passar mais do que 20 minutos ao sol. Como não é recomendado o uso do protetor, os pais devem abusar do guarda-sol e deixar a criança bem hidratada.

Insolação: cuidado

Se a criança volta para casa ardida de sol, não adianta passar pasta de dente para ver se melhora. O melhor mesmo é passar compressas de soro fisiológico ou de água fria. Alguns especialistas recomendam também um banho com chá de camomila. No entanto, de acordo com Reibscheid, os pais devem estar sempre atentos a sinais de desidratação. “Se ela ficar avermelhada, dolorida, sonolenta e até vomitar, é preciso deixá-la descansar e usar alguma loção calmante para a pele”. Se os sintomas forem mais fortes e preocupantes, um médico deve ser procurado.

Alergias de verão

A areia da praia ou a água tratada quimicamente da piscina são ótimos gatilhos de alergia para crianças. Se houver reação alérgica, os pais devem tirar os resíduos da pele infantil com água doce – sem sabão, somente água. É importante procurar praias limpas, sem animais ou lixo ao redor. Se a dermatite não passar, buscar um médico é a melhor solução. Às crianças maiores, o uso moderado de repelentes pode ser preciso para evitar picadas. Para as alérgicas, os repelentes à base de citronela podem ajudar. Secar os pezinhos assim que voltarem para casa é importante, para evitar o aparecimento de frieiras.

Cabelos maltratados

Muitas crianças ficam com os cabelos verdes após passar alguns dias na piscina. Segundo Reibscheid, não há com o que se preocupar. “A água da piscina tem componentes químicos que podem deixar o cabelo verde, sim, mas se os pais fizerem a higiene bem feita assim que a criança chegar em casa, o verde sai”. Se não no primeiro dia, pouco tempo depois os cabelos da criança já voltarão ao normal.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...