A hora de tirar a chupeta

3 de fevereiro de 2012

Tirar a chupeta é uma tarefa difícil, porém o uso prolongado dela não significa somente um futuro problema ortodôntico (alteração da arcada dentária), mas  uma série de outras coisas. Ao retirá-la no momento certo, diminuem as chances de flacidez na musculatura facial, de uma futura respiração bucal, entre outros problemas, e dá à criança a oportunidade de superação, mostrando-a seu potencial para o desenvolvimento e autonomia.

Sabendo do desafio que é tirar a chupeta, pedimos orientações para um pediatra, uma psicanalista e uma fonoaudióloga sobre o momento certo e como passar por isso sem maiores traumas para a criança.

O momento certo de tirar a chupeta

Dr. Cláudio Len (Pediatra): ”É importante analisar cada caso, não coloco uma data limite para isso, mas de um modo geral, procuro tirar antes que a criança tenha alterações ortodônticas ou antes dos três anos.”

Elaine S. Cardin (Psicanalista): “Em primeiro lugar, é relevante lembrarmos que uma criança é única e tem uma história particular de vida já ao nascer, isto é, a forma como foi concebida, gestada, gerada, físico e emocionalmente.  Esse já é o princípio dessa história particular e íntima.

A chupeta é considerada pelo psicanalista um “objeto transicional”, um substituto temporário do seio, que à alimenta físico e emocionalmente. Portanto é um objeto que ocupa o lugar de uma presença materna enquanto esta ausenta-se.

Na individualidade de cada bebê, a chupeta pode representar à mãe que o acalenta ou a mãe que não corresponde às suas necessidades. Isso permeia toda a relação da criança com a chupeta.

O momento “certo” de retirada da chupeta é o momento em que a mãe presente e intuitiva percebe que esse bebê (criança), já à reconhece. Esse bebê já está aguentando algumas frustações. Num desnvolvimento normal, essa etapa acontece entre dois há três anos. Nessa fase, a criança já conquistou alguma autonomia na comunicação e na locomoção, isto é, já pode buscar outros “objetos transicionais”, normalmente encontrados no brincar. O importante é não considerar “patológico” o fato de algumas crianças prolongarem esta fase.”

Carolina Sanches Garcia Melo (Fonoaudióloga): “O momento certa para a retirada da chupeta é por volta dos 2 anos de idade, podendo considerar como um período de transição para a criança, já que ela está deixando as fraldas. É importante que ela seja incentivada pela família.”

Dicas para as mães

Dr. Cláudio Len (Pediatra): ”A dica é tornar o processo o mais natural possível, fazer reforços positivos explicando para a criança o porquê daquela decisão. A mãe tem de tomar a decisão, estipular um prazo, tentar segui-lo e, o mais importante, não voltar atrás na decisão.

Já minha orientação pessoal é: respeitar a criança como indivíduo. Uma boa opção é oferecer uma troca. Ela lhe dá a chupeta e em troca você a presenteia com um passeio ou algo que ela queira muito. Será normal ela querer voltar atrás depois de efetivado o combinado, mas siga firme.

Como as crianças não gostam de se desfazerem dos hábitos, durante os próximos três dias, elas precisarão de apoio emocional, ou seja, os pais mais presentes do que nunca.

Outra dica é: não faça muitas mudanças ao mesmo tempo, não tire a chupeta e ao mesmo tempo mude-a de escola, uma viajem não é o momento certo para isso.”

Elaine S. Cardin (Psicanalista): Perceber se o estado de “autonomia” realmente está conquistado por sua criança. Estimular, antes da retirada da chupeta, essa autonomia através do incentivo à fala, ao andar e principalmente ao brincar.

Observar se não é um momento de muita ansiedade, como a chegada de um irmãozinho ou alguma situação de ângustia familiar, além da saúde física .

A retirada da chupeta deve ser sentida pela criança como uma conquista e não uma “castração” ou punição. É uma passagem que pode ser sentida como “eu posso!” ou ” já sou grande!”. Claro que a sensação de angústia é inevitável. E os pais que aguentam firme, mostram ao filho que ele tem condições de superar etapas.

Carolina Sanches Garcia Melo (Fonoaudióloga): Algumas dicas que eu, fonoaudiológa, passo para meus pacientes são:

- Reduzir aos poucos o uso da chupeta;
- Utilizar somente à noite;
- Criar hábitos, ou seja, só pegará a chupeta quando estiver no berço ou cama;
- Tentar distrair a criança com brincadeiras ou jogos durante o dia;
- Não deixar a chupeta à mostra;
- Ter muita paciência e jogo de cintura;
- E por fim, reforçar cada vez mais a importância de largar a chupeta.

* Mas gostaríamos de saber como foi essa experiência para vocês! Quem está passando por isso? Quem já passou? Como foi? Que dicas vocês podem dar para as outras mães? 

Por: Giovanna Assef

Vermelho: roupinhas para bebês

1 de fevereiro de 2012

Reza a lenda que a cor vermelha protege os bebês de mau olhado e traz saúde e felicidade ao recém-nascido. Justamente por este motivo, ao sair da maternidade, vários bebês são “empacotadinhos” de vermelho pelas mamães supersticiosas. Nós, que adoramos a cor (blame it on Chapéuzinho Vermelho!rs), aproveitamos e selecionamos saídas de maternidade e também outras roupinhas para bebês:

roupinha de bebê vermelha

1. Roupinha: Mariah Pimenta | 2. Vestidinho: E-Closet Kids | 3. Body de bolinha: E-Closet Kids | 4. Saída de maternindade: Iroma Baby | 5. Roupinha + mantinha: Bebê Store

Por: Giovanna Assef

Cuidados com o cabelo na gestação

31 de janeiro de 2012

A mulher brasileira é conhecida por adorar e cuidar muito bem de seus cabelos! Mas como ficam as madeixas quando chega a gravidez? É permitido pintar os cabelos? Fazer luzes? E a progressiva?

Conversarmos com a Drª Samar Harati, dermatologista do Hospital São Luiz, para tirar as principais dúvidas em relação aos cabelos durante a gestação. Ela conta quais são os cuidados que a gestante deve tomar. A boa notícia? A vaidade não precisa ficar totalmente de lado.

PRIMEIROS 3 MESES DE GESTAÇÃO

“É contraindicado qualquer tipo de produto químico no cabelo, pois é nesse período em que se dá a formação do embrião.”

DEPOIS DE 3 MESES

“A partir do terceiro mês, liberamos as tinturas que não contenham dióxido de chumbo nem óxido de titânio. Autorizamos também as mamães a fazerem luzes e reflexos nos cabelos, além do shampoo tonalizante.”

PROIBIDOS DURANTE TODA A GESTAÇÃO

Progressiva, todos os tipos de tratamentos que contenham formol e alisamentos definitivos são proibidos durante toda a gestação. Esses tratamentos são proibidos, pois essas substâncias são agressivas, podendo ter absorção sistêmica.”

O CABELO DURANTE A GESTAÇÃO

“Os fios ficam mais bonitos devido ao aumento de hormônios, fator normal durante a gravidez. É a época em que as mulheres ficam mais satisfeitas com seus cabelos.”

* A Drª Samar Harati lembra ainda que após o parto é natural que aconteça uma queda brusca dos fios. Mas é importante a mulher prestar atenção e procurar um dermatologista em busca de tratamento antes de se auto-medicar com qualquer tipo de vitamina especial ou remédio!

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Por: Giovanna Assef