Nana, nenê

6 de maio de 2010

Queridas,

Vou dividir com vocês uma angústia que vivi por sete meses, e que foi mais fácil de solucionar do que eu imaginava.

Logo que sai da maternidade, como uma boa dorminhoca, já passava dias imaginando a noite que minha pitica iria esticar, pelo menos, 6 horas de sono.
Perguntava para todo mundo à minha volta, e recebia as respostas mais otimistas possíveis: “Ah! Meu filho dorme da meia noite às seis desde o segundo mês“. 
Fiquei esperançosa! Pelas estatísticas, meu martírio estava perto do fim.

Ledo engano!! Os meses foram se passando e nada da Carolina esticar sequer quatro horinhas. Eu ficava desesperada, no dia seguinte acordava com olheiras no meio da bochecha! Que ser humano agüenta essa situação por muito tempo??

Foi quando meu pediatra falou: “Eu não consegui fazer com meus filhos, mas a técnica de deixar chorar funciona!” e me indicou o livro “Nana, Nenê“ que tem toda uma metodologia para aplicar a técnica.

Separamos um feriado, afinal o livro fala que, na grande maioria, os bebês já passam a dormir a noite toda depois de 3 dias.
 E lá fomos nós para a “balada da Carolina”. Eu e meu marido ficamos na sala, ao lado do quarto dela, com um relógio na mão e o livro na outra. Aliás, sugestão: não façam sozinhas. É duro não sucumbir depois de horas de choro. Você se acha a mãe mais cruel do mundo!

Resumo da história: primeira noite, chorou direto por 1 hora; segunda noite, chorou 30 minutos; terceira noite, 5 minutos; e na quarta, FINALME NTE DORMIU A NOITE TODA!
 E melhor: PARA SEMPRE!

Foi dificil, mas a vida mudou! Tanto a nossa, quanto a da pequena. Ela passou a ficar muito mais disposta durante o dia com os sonos regulares.

(o livro: Nana, Nenê – Como resolver o Problema de Insônia de seu Filho-  Sylvia De Bejar /Eduard Estivill)

Beijos,

Celina.

Amor vs. Técnica

22 de abril de 2010

Queridas,

Assim que engravidei, o primeiro conselho que ouvi foi: Já sai correndo atrás de uma enfermeira! E reserva pelo menos os três primeiros meses!

Como uma boa aluna, eu logo fiz isso. E foi quando tomei um susto gigante: todas elas se julgam as melhores enfermeiras do mundo! E o pior: nós, assustadas com as mudanças que estão por vir na nossa rotina, acreditamos em tudo e achamos que nada funcionara sem aquela cidadã “modesta” sentada à nossa frente.

Após umas dez entrevistas, comecei a ficar escolada. Tinham aquelas que só faltavam falar que tinham MBA em Harvard – pelo menos pediam salários ao nível de um profissional Harvard. Tinha aquelas terroristas, que contavam histórias cabulosas de mães que não conseguiam fazer nada, e que elas chegaram no meio da jornada salvando a pátria.

No meio dessa confusão, eu arrisquei a sorte e escolhi uma que pareceu boa, e com um salário razoável. Já tinha cuidado de vários pequerruchos, e na entrevista PARECIA não ser a Dna. Verdade.

ERREI!

Na primeira noite que cheguei da maternidade, eu já tinha certeza que mandaria ela embora no dia seguinte. Aí veio a madrugada, e de manhã eu estava tão exausta que desisti do meu plano de me livrar dela por pelo menos aquele dia.

Dia após dia ela foi ficando. Me ajudava, mas me incomodava um montão também. Ela tinha ótima técnica em cuidar de recém-nascidos, anos de vivência e mantinha a calma nas piores horas. Mas, em contrapartida, pegava minha filha como se fosse um produto numa linha de produção. Sem carinho nenhum. Acabei ficando com ela dois meses, e depois veio a babá da minha filha, que não tinha experiência com bebezinhos, mas tinha o maior amor no coração por crianças.

O instinto materno, que cada uma de nós temos dentro do coração, fez com que ela e eu aprendessemos juntas a entender a pequena Carolina. Mesmo sem técnica e vérios bebezinhos no curriculum, aprendi que a vida é muito mais tranqüila quando alguem pára e OLHA para o ser humano que está na sua frente, tentando entender as reais necessidades de cada um, que sem dúvida são singulares.

Portanto, mommys-TO-BE, pensem com carinho e cuidado antes de saírem por ai contratando um bom curriculum ao invés de uma boa pessoa!

Dedico esse post a Cris (famosa TIS).

Beijos, Celina

De mãe para mãe: Welcome!

17 de abril de 2010

Olá, Queridas Amigas de Mamadeiras e Chupetas! Sejam super benvindas a esse novo espaço que nos possibilitará ter algo que eu senti (e ainda sinto), muuuuita falta: um papo real de mãe para mãe! Principalmente as de 1ª viagem…

Aqui, quero trocar experiências, alegrias vividas com nossos filhos – que já chegaram ou que ainda só foram encomendados- , angústias também, dúvidas mil, e váááriaaass informações úteis, que muitas vezes parecem básicas, mas são preciosas. Aliás, quem nunca ficou com vergonha de perguntar algo para o pediatra achando que seria a pergunta mais tonta de toda a história daquele consultório? E claro, também trocaremos dicas de comprinhas, de acessórios para nossas fofuras, papinhas, enxoval, escolinhas, babás.. entre outras muitas.

O mais importante: sem frescuras! Sem precisarmos fazer propaganda da perfeição dos nossos filhos como se eles estivessem concorrendo ao Oscar do Cocô Mais Cheirosinho – juro que até isso ja ouvi de uma mãe ultra empolgada!!

Espero que gostem, que aproveitem e se divirtam um pouquinho também!

Beijo grande, Celina

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