Diminua as toxinas!

31 de janeiro de 2012

Diminua já o contato com toxinas ambientais no seu dia-a-dia. Já conversamos aqui sobre embalagens plásticas e seus prejuízos à saúde, portanto, evite o uso de embalagens de plástico na cozinha quando possível, pois estas exigem muita energia para a sua produção. Há risco de migração de substâncias tóxicas para os alimentos, acredite! Prefira as embalagens de vidro, pois, além de serem mais ecológicas, diminuem o contato do organismo com as toxinas ambientais.

Substitua os recipientes de plástico por aqueles de aço inoxidável, para que você possa reutilizar várias vezes. Ao invés de usar recipientes de plástico para aquecimento de alimentos ou mesmo para armazenar alimentos quentes, use versões de cerâmica ou de vidro. Interessante também substituir embalagens plásticas para pães por embalagens de papel marrom, feitas especialmente para reduzir o uso do plástico na cozinha.

Além da seleção de alimentos saudáveis, é muito importante a forma de preparo dos alimentos, portanto, a escolha da panela pode fazer a diferença na sua alimentação e na do seu pequeno. A panela de ferro fundido é uma aliada da saúde. Em vez de utilizar panelas de teflon ou potes plásticos revestidos, invista em um conjunto de aço inoxidável ou panelas de ferro fundido. As panelas de ferro fundido são conhecidas por sua durabilidade e aquecimento. Ao contrário dos metais que podem descamar, a panela de ferro é considerada um aditivo para os alimentos e não é prejudicial.

Em contrapartida, as panelas de alumínio podem ser uma ameaça à sua saúde: o aço inoxidável ou as panelas de cerâmica são mais duradouras, além de ser uma alternativa saudável. Alimentos ácidos, como o tomate, podem absorver o alumínio da panela, especialmente se a panela estiver muito desgastada. Além disso, a produção de aço inoxidável e da panela de cerâmica são menos agressivas para o meio ambiente.

Até a próxima!

Drª Karina Al Assal é nutricionista graduada pelo Centro Universitário São Camilo, especialista em nutrição clínica pelo Hospital Sírio Libanês, especialista em nutrição clínica funcional pelo Instituto Valéria Paschoal, mestranda em nutrição e cirurgia metabólica do aparelho digestivo pela Faculdade de Medicina de São Paulo e graduanda em fitoterapia funcional.
* Envie dúvidas e sugestões para a coluna pelo email karina@karinaalassal.com.br .

Por: Karina Al Assal

Babá or not Babá?

17 de janeiro de 2012

Hello, mummies!

Quando cheguei ao Brasil, há uns sete anos, meu lado revolucionário francês (temos isso no sangue, é mais forte que a gente!) não se conformou com algumas coisas. Entre uma delas, a babá. Retificação: a babá, vestida de branco que sempre acompanha toda a família, seja no shopping, no cinema, no restaurante etc. Culturalmente falando, foi uma tapa na cara. Primeiro porque, por ser às vezes um pouco intransigente e brava, eu vi nisso uma volta (será que saiu?) ao colonialismo. Segundo, não entendia como pais não podiam não sair sozinhos com os filhos nos fins de semana.

Depois de alguns anos de prática no país, entendo melhor, mesmo se não me conformei.

Na verdade, é como tudo na vida, depende do ângulo de vista. Deixem-me explicar um pouco como funciona na França para vocês entenderem melhor meu ponto.

Lá, a babá é uma exceção. A ideia é sempre conseguir uma vaga na creche, o que vale ouro (em Paris pelo menos), porque tem quota. E, quem tem menos dinheiro tem preferência. Na verdade, assim que você engravida, já tem que procurar a creche mais perto da sua casa e entrar com a papelada para garantir um espaço para sua cria. Se você tem sorte, beleza.

As menos sortudas precisam de um plano b: a “babá compartilhada”. A ideia é dividir mesmo os serviços de uma babá com outra família que tem um bebê mais ou menos da mesma idade. Geralmente, alternando um dia na casa de um, o dia seguinte na casa do outro. Hoje, todos meus amigos entraram com esse esquema e me falam o quanto é legal e, que também, o custo fica mais em conta. Eu estou louca para achar alguém que faça isso aqui! Não somente pelo preço, mas também com a ideia de não deixar meu filho na mão de uma pessoa só.

Quem ganha suuuuuuuuuper bem, contrata uma babá (bem caro por sinal na Europa).

Agora que tenho um filho eu vejo as grandes virtudes das babás no Brasil, porém ainda não contratei nenhuma. O pequeno vai para escola o dia todo, o pai leva, a mãe busca, e é só rezar muito para ele não pegar conjuntivite ou outra doencinha que vai afastá-lo do berçário. Senão, neste caso quem fica é a mamãe. E a mamãe tem que trabalhar. Eu tenho certeza de que isso acontece com muitas de vocês. Como vocês fazem para gerenciar? Eu não gosto da ideia de deixar o bebê com uma pessoa que provavelmente vai deixá-lo na frente da TV ou vai dar besteira para comer ou, pior, bater nele. Eu sou e sempre serei a favor do berçário que acho melhor até para socializar, para estimular, para se divertir. Porém, chegou a hora que não vou poder mais voltar para casa cada vez que o pequeno está doente a não ser se eu parar de trabalhar (o que, cá entre nós, é impossível para minha saúde mental e para as finanças da família).

Como vocês resolveram organizar a vida de vocês entre trabalho e filho? Vocês preferem berçário ou babá? Vocês tem outra alternativa?

Proo é mãe de primeira viagem, francesa, ariana e não tão cabeçuda quanto o marido fala. Ama o blog da Constance, o Brasil e queria compartilhar com as colegas de fraldas: dicas, “bons plans”, diálogos, endereços (muitos em Paris e alguns aqui!).

fim

Por: Proo

Televisão, a vilã da nutrição em família

16 de janeiro de 2012

Você acompanha todas as refeições do seu filho? Hoje, com a correria do dia-a-dia, as crianças comem onde querem e quando querem. Muitas vezes as crianças se alimentam assistindo televisão ou em frente ao computador, o que pode gerar diversas conseqüências, como por exemplo obesidade e compulsão, pois a criança não presta atenção no que está comendo nem na quantidade.

Estudos que indicam que a criança que realiza quatro refeições em família por semana tem menores índices de consumo de droga na adolescência, obesidade, problemas de comportamento (agressividade, por exemplo) e depressão. Ou seja, tomar café da manhã, almoçar ou jantar com seu filho quatro vezes por semana o protege.

A refeição tem que ser feita na mesa e sem TV ligada. Quando a criança (de qualquer idade) come em frente a TV, perde a sensibilidade em relação a saciedade, “o quanto já está bom de comer”, “qual o momento de parar”. Será que você ou seu pequeno, ao comer em frente à TV, não se surpreenderam observando que o alimento havia acabado e vocês mal perceberam?

Importante lembrar que a hora da refeição não é hora de brigar, de cobrar nota, de castigo nem de forçar a comer. A criança tem que associar aquele momento com um momento prazeroso.

A partir de 1 ano já pode acompanhar as refeições com pais, assim, o hábito é criado desde pequeno. Não se esqueça de dar o bom exemplo para o seu filho, ou seja, é preciso que os pais se alimentem de maneira saudável e rica em saladas, verduras e legumes, cereais integrais e proteínas magras. Evitem produtos industrializados, lanches ou pizza.

Até a próxima!

Drª Karina Al Assal é nutricionista graduada pelo Centro Universitário São Camilo, especialista em nutrição clínica pelo Hospital Sírio Libanês, especialista em nutrição clínica funcional pelo Instituto Valéria Paschoal, mestranda em nutrição e cirurgia metabólica do aparelho digestivo pela Faculdade de Medicina de São Paulo e graduanda em fitoterapia funcional.
* Envie dúvidas e sugestões para a coluna pelo email karina@karinaalassal.com.br .

 

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Por: Karina Al Assal